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Luiz Fux

Resumo

Ministro do STF desde março de 2011, indicado por Dilma Rousseff, depois de dez anos no STJ, para onde foi levado por Fernando Henrique Cardoso. Presidiu o TSE em 2018 e o STF de 2020 a 2022. Nas mensagens da Vaza Jato, Deltan Dallagnol contou a Sergio Moro que Fux prometera apoio à força-tarefa, e Moro respondeu "In Fux we trust". Em 2018, deu um dos seis votos contra o habeas corpus que evitaria a prisão de Lula e, a nove dias do primeiro turno, derrubou a autorização para Lula dar entrevistas, proibindo até a publicação de uma entrevista já feita. Manteve por quatro anos, por liminar, o auxílio-moradia de todos os juízes do país.

No julgamento da trama golpista, em 2025, foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro e, depois, deixou a Primeira Turma, que julga os casos do golpe, para a Segunda, onde estão os dois indicados de Bolsonaro. Pediu vista e travou o recurso de Moro, réu por calúnia contra Gilmar Mendes, quando já havia quatro votos para mantê-lo réu. Foi poupado pelo governo Trump quando os EUA revogaram vistos de ministros do STF. Em 2026, as mensagens de Daniel Vorcaro mostram o filho dele, Rodrigo Fux, recebendo o banqueiro com "Tapete vermelho irmão".

Caso em andamento

A seção Caso Banco Master está atualizada até 27/09/2026. As acusações aparecem atribuídas a quem as fez. Nenhuma delas foi julgada.

Quem é

  • Nasceu no Rio de Janeiro em 26/04/1953. Formou-se em Direito pela UERJ em 1976 e fez doutorado em direito processual civil em 2009 (Wikipedia).
  • Foi advogado da Shell (1976-1978), promotor no Rio (1979-1982), juiz (1983-1997) e desembargador do TJ-RJ (1997-2001). Em 2001, Fernando Henrique Cardoso o nomeou para o STJ, onde ficou até 2011 (Wikipedia).
  • Presidiu o TSE de 06/02 a 14/08/2018 e o STF de 10/09/2020 a 12/09/2022 (Wikipedia).
  • Em 2016, a filha, Marianna Fux, virou desembargadora do TJ-RJ pela vaga do quinto constitucional, sob acusações de nepotismo (Wikipedia).

Chegada ao STF

  • Dilma Rousseff o indicou em 01/02/2011. O Senado o aprovou por 68 a 2, e ele tomou posse em 03/03/2011 (Wikipedia).

Lava Jato e Lula

  • 22/04/2016 — "In Fux we trust": num grupo do Telegram, Dallagnol contou a Moro que Fux dissera que a força-tarefa podia contar com ele. Moro respondeu: "Excelente. In Fux we trust". A conversa veio a público em 2019, na Vaza Jato. As mensagens registram o relato de Dallagnol, não as palavras do próprio Fux (Migalhas, 12/06/2019).
  • 04/04/2018 — o habeas corpus de Lula: Fux deu o quinto voto contra o pedido para evitar a prisão de Lula depois da segunda instância (Agência Brasil, 04/04/2018). O STF negou o habeas corpus por 6 a 5, com o voto de desempate de Cármen Lúcia (Agência Brasil, 05/04/2018).
  • 28/09/2018 — a entrevista proibida: no mesmo dia em que Ricardo Lewandowski autorizou Lula, preso, a dar entrevista à Folha, Fux derrubou a decisão a pedido do partido Novo. Determinou que, se a entrevista já tivesse sido feita, a publicação estava proibida (CUT, 01/10/2018). Lula só pôde dar entrevista em 2019 (Congresso em Foco).
  • 11/10/2025 — a vista no processo de Moro: Moro é réu por calúnia contra Gilmar Mendes, por ter dito numa festa junina, em 2022, que se poderia "comprar um habeas corpus" do ministro. Cármen Lúcia, Moraes, Dino e Zanin já tinham votado para mantê-lo réu quando Fux pediu vista e suspendeu o julgamento, sem data para retomar (JB, 11/10/2025).

Auxílio-moradia

  • 2014 a 2018: em 2014, Fux deu liminares que garantiram auxílio-moradia de cerca de R$ 4,3 mil por mês a juízes de todo o país, benefício que se estendeu a membros do Ministério Público, da Defensoria e dos tribunais de contas. As liminares valeram quatro anos sem julgamento no plenário. Fux só as revogou em 26/11/2018, no mesmo dia em que Michel Temer sancionou o aumento de salário dos ministros do STF, num acordo com Temer e com o presidente do STF, Dias Toffoli (Agência Brasil, 26/11/2018).

A trama golpista

Poupado pelos Estados Unidos

Caso Banco Master

  • Maio de 2024 a agosto de 2025 — Rodrigo Fux: os contatos entre Vorcaro e o filho do ministro vão de maio de 2024 a agosto de 2025. Em novembro de 2024, Vorcaro escreve: "Quero te chamar para me ajudar num caso". Em dezembro, Rodrigo responde "Tapete vermelho irmão" ao marcar um encontro no escritório dele no Rio. Em fevereiro de 2025, Vorcaro oferece convites para um camarote no Carnaval do Rio, e em março Rodrigo orienta que ele procure a secretária do pai no STF. Os diálogos também mostram articulação para levar Luiz Fux a um evento em Londres (Revista Fórum, 15/09/2026; Jornal GGN, 15/09/2026).
  • 15/09/2026: na sessão do STF, Flávio Dino citou "as mensagens do ministro Fux" e cobrou: "Vossa excelência terá que esclarecer isso em um momento próprio. Infelizmente, há menção ao nome de vossa excelência" (O Tempo, 15/09/2026).

Ver também