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Donald Trump e o trumpismo

Donald Trump é o 45º e o 47º presidente dos Estados Unidos e uma das principais referências internacionais da extrema direita. Esta página reúne material para entender como o trumpismo combina nacionalismo, ataques à imprensa, desinformação eleitoral e mobilização contra adversários políticos — fórmulas que também alimentaram o bolsonarismo no Brasil.

O objetivo é buscar fatos verificáveis e organizar fontes que ajudem a desmontar narrativas da direita, sobretudo sobre a eleição de 2020 e o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

A derrota em 2020 e a mentira da fraude

Trump perdeu a eleição presidencial de 2020 para Joe Biden. O resultado certificado do Colégio Eleitoral foi de 306 votos para Biden e 232 para Trump.

Narrativa: “a eleição foi roubada”

Não há evidência de que sistemas de votação tenham apagado, perdido ou alterado votos. A alegação de fraude eleitoral foi usada para desacreditar o resultado e manter mobilizada a base de Trump. A mesma tática — lançar suspeitas sem prova contra urnas e instituições eleitorais — foi importada pelo bolsonarismo.

6 de janeiro: tentativa de impedir a transferência de poder

Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Trump invadiram o Capitólio enquanto o Congresso certificava a vitória de Biden. O relatório final da comissão da Câmara que investigou o ataque descreve os esforços de Trump para reverter o resultado eleitoral e interromper a certificação.

Trump, Bannon e o bolsonarismo

O trumpismo não ficou restrito aos Estados Unidos. Steve Bannon, ex-estrategista de Trump, declarou apoio a Jair Bolsonaro antes do segundo turno de 2018. Depois da eleição, Trump falou por telefone com Bolsonaro, e integrantes dos dois governos buscaram uma aproximação política em torno de temas como Venezuela, Cuba e Nicarágua.

O que aproxima trumpismo e bolsonarismo

  • ataques à imprensa profissional e à produção de conhecimento;
  • uso de notícias falsas e teorias conspiratórias para manter a base mobilizada;
  • ataque preventivo à confiabilidade das eleições;
  • personalismo: a figura do líder apresentada como acima das instituições;
  • hostilidade a imigrantes, minorias e movimentos sociais.

Governo Trump e fontes para acompanhamento

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