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Eleições 2026

Resumo

Lula disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro, o candidato do PL, filho do ex-presidente condenado e inelegível. No primeiro turno, em 04/10/2026, Flávio ficou sem a maioria, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, e a decisão foi para 25/10. O PT reelegeu no primeiro turno os governadores da Bahia, do Ceará e do Piauí, onde Rafael Fonteles teve a maior votação proporcional do primeiro turno, e elegeu seis senadores, dois deles na Bahia. Na Câmara, o PT elegeu 70 deputados, dois a mais que em 2022, e a federação dele, com PCdoB e PV, chegou a 88. O PL elegeu 121, e os cinco partidos da direita somam 259 das 513 cadeiras. No Paraná, foram eleitos Sergio Moro, o juiz que o STF declarou parcial ao condenar Lula, e Deltan Dallagnol, cassado pelo TSE em 2023 (ver Lava Jato). O TSE é comandado pelos dois ministros que Jair Bolsonaro levou ao STF, Nunes Marques e André Mendonça. Na reta final, Mendonça mandou apagar um post que nem citava Flávio pelo nome, e Flávio Dino derrubou a ordem.

Flávio dizia que nunca tinha entrado em avião de Daniel Vorcaro, mas voou com a família num jato ligado ao dono do Banco Master, e o Aos Fatos contou ao menos 43 declarações enganosas dele sobre o caso. Na campanha, ele prometeu decretar que o Brasil é "do Senhor Jesus Cristo" e repetiu a mentira de que as urnas brasileiras são da Smartmatic. No segundo turno, a direita repetiu o roteiro de sempre: a Veja publicou um depoimento de Vorcaro contra Lula que a PF e a PGR disseram, no mesmo dia, que não existia, Nunes Marques tirou do ar, a pedido de Flávio, um canal pró-Lula com 3,3 milhões de seguidores, e Flávio pediu ao TSE a cassação de Lula. Ao mesmo tempo, a PF achou uma diferença de mais de US$ 9 milhões no dinheiro do filme Dark Horse, a Piauí publicou as mensagens sobre a festa que Vorcaro organizou para o presidente do TSE, e Márcio Canella, que Flávio tinha escolhido para o Senado, foi preso. Segundo o Datafolha, a vantagem de Flávio caiu para dois pontos, empate técnico, e na AtlasIntel a diferença caiu de 5,4 para 2,2 pontos. No debate da Band, Flávio negou ter escritório com o Careca do INSS, o que os dados desmentem, e no ato dele na Paulista bolsonaristas ergueram um míssil pedindo que Trump bombardeasse o Brasil. Mensagens do celular de Vorcaro mostraram o banqueiro dizendo "apoiamos a direita" e reagindo com "Na traaaveeeee" à cirurgia de emergência de Lula, uma semana depois da reunião no Planalto.

Eleição em andamento

O segundo turno é em 25/10/2026. A página está atualizada até 20/10/2026.

O resultado do primeiro turno

  • 04/10/2026 — Flávio sem maioria, e a decisão vai para 25/10: com 100% das seções apuradas, Flávio teve 56.104.503 votos (47,03% dos válidos) e Lula, 53.879.538 (45,16%). A diferença, de 2,2 milhões de votos, é menor que a votação de cada um de três candidatos derrotados: Augusto Cury, do Avante (3,4 milhões), Renan Santos, do Missão (2,7 milhões), e Ronaldo Caiado, do PSD (2,6 milhões) (TSE, 05/10/2026).

O placar: PT, aliados e direita

Presidente: Flávio ficou abaixo da metade dos votos válidos

Primeiro turno, em % dos votos válidos. A linha marca a metade, o mínimo para vencer sem segundo turno. Em cinza, os outros candidatos.

2022
2026

Governadores: o PT reelegeu 3 no primeiro turno e disputa mais 2

Os 27 estados. Em 6 a eleição vai para o segundo turno, em 25/10, e o PT está em 2 deles, no Rio Grande do Norte e no Distrito Federal. No Rio, a decisão saiu em 10/10, quando a anulação dos votos de Garotinho levou Douglas Ruas, do PL, a 50,88% dos válidos.

Senado: o PT elegeu 6 dos 54 senadores, dois a mais que em 2018

As 54 vagas em disputa, duas por estado.

Câmara: o PT elegeu 70 deputados, dois a mais que em 2022

As 513 cadeiras. A linha marca a metade: a maioria absoluta é de 257 deputados.

PT e PL, antes e agora

Senado comparado com 2018, quando também foram eleitas duas vagas por estado. Governadores e Câmara comparados com 2022.

Senadores do PT6eram 4 em 2018
Governadores do PT3e mais 2 no segundo turno; eram 4 em 2022
Senadores do PL19era 1 em 2018, quando o partido se chamava PR
Governadores do PL6e mais 1 no segundo turno; eram 2 em 2022
Deputados do PT70eram 68 em 2022
Deputados do PL121eram 99 em 2022

Aliados de Lula são os partidos da coligação registrada no TSE: PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede. Direita: PL, Novo, Republicanos, PP e União. Centro e outros: MDB, PSD, PSDB, Podemos e, na Câmara, Avante, PRD, Solidariedade e Missão. Fontes: TSE, resultados de 2026; TSE, deputados federais por estado; CNN, Câmara eleita em 2022; TSE, primeiro turno de 2022; TSE, dados abertos de candidatos de 2018 e 2022.

Ver os números em tabela
Eleitos em 2026GovernadoresSenadoresDeputados federais
PT3670
Aliados de Lula0554
Centro e outros713130
Direita1130259
Segundo turno6 estados——
Presidente, 1º turno20222026
Lula48,43%45,16%
Outros candidatos8,37%7,81%
Candidato do PL (Jair em 2022, Flávio em 2026)43,20%47,03%
Antes2026
Senadores do PT4 (2018)6
Senadores do PL1 (2018, como PR)19
Governadores do PT4 (2022)3, e mais 2 no segundo turno
Governadores do PL2 (2022)6, e mais 1 no segundo turno
Deputados do PT68 (2022)70
Deputados do PL99 (2022)121

A força do PT

  • 04/10/2026 — Bahia, Ceará e Piauí reelegem o PT no primeiro turno: na Bahia, Jerônimo Rodrigues venceu com 55,80% dos votos válidos e derrotou ACM Neto, o candidato que Mendonça poupou num caso que a PF comparou ao de Lulinha. No Ceará, Elmano de Freitas derrotou Ciro Gomes, candidato do PSDB, com 53,19%. No Piauí, Rafael Fonteles foi reeleito com 70,90%, a maior votação proporcional entre os 20 governadores eleitos no primeiro turno (TSE, Bahia; TSE, Ceará; TSE, Piauí).
  • 04/10/2026 — seis senadores, com as duas vagas da Bahia: na Bahia, Rui Costa (30,07%) e Jaques Wagner (27,65%) deixaram para trás Angelo Coronel, do Republicanos (20,11%), e João Roma, do PL de Bolsonaro (19,97%). Wagner é investigado no caso Master, sem denúncia, e foi reeleito. O PT também elegeu Humberto Costa em Pernambuco, Marília Campos em Minas Gerais, Samanda de Lula no Rio Grande do Norte e Rogério Carvalho em Sergipe (TSE: BA, PE, MG, RN, SE; Brasil de Fato, 04/10/2026).
  • 04/10/2026 — 70 deputados, e a federação do PT cresce: o PT elegeu 70 deputados federais, dois a mais que os 68 de 2022, e a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, passou de 80 para 88 cadeiras. O PL, de Bolsonaro, foi de 99 para 121, e PL, União, PP, Republicanos e Novo somam 259 deputados, duas cadeiras acima da maioria absoluta. O PT e os aliados de Lula somam 124 (TSE, deputados federais por estado; CNN, 04/10/2022; Poder360, 07/10/2022).
  • 04/10/2026 — segundo turno no Rio Grande do Norte e no DF: no Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (36,16%) terminou a 0,78 ponto de Allyson, do União (36,94%). No Distrito Federal, Leandro Grass (34,47%) enfrenta Celina Leão, do PP (49,93%), que não chegou à maioria (TSE, Rio Grande do Norte; TSE, Distrito Federal).

O Paraná da Lava Jato

  • 04/10/2026 — o juiz parcial e o procurador cassado: o Paraná elegeu governador Sergio Moro, do PL, com 50,10% dos votos válidos, 0,10 ponto acima do mínimo para vencer no primeiro turno, e senador Deltan Dallagnol, do Novo, com 25,14%. O STF declarou Moro parcial ao condenar Lula, e o TSE cassou o mandato de deputado de Dallagnol em 2023 por "fraude à lei" (TSE, governador; TSE, senador). Os dois casos estão em A Lava Jato desmontada.

O segundo turno

O que cada fato abaixo repete das eleições anteriores está em O roteiro da direita nas eleições.

  • 06/10/2026 — criptomoeda para quem posta a favor de Flávio: dois dias depois do primeiro turno, um site lançou o token B22 e passou a distribuí-lo a quem divulgasse o projeto, que declara apoio ao 22. Num dos vídeos, com mais de 1,2 milhão de visualizações, crianças de Uganda com camisetas do token cantam pedindo voto no 22. Para o advogado eleitoral Hélio Silveira, é "a mesma lógica e estrutura do que Marçal fazia". O projeto diz não ter vínculo oficial com a campanha (Revista Fórum, 08/10/2026).
  • 09/10/2026 — o depoimento que não existiu: a Veja publicou que Vorcaro contou ter liberado R$ 30 milhões para o filme sobre Lula, em troca de negócios no governo. No mesmo dia, a PF respondeu que Vorcaro "não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito", e a PGR, que "não houve depoimento oral de Vorcaro, justamente por conta da rejeição da proposta" de delação. Os advogados de Vorcaro disseram não reconhecer a autenticidade do áudio publicado pela revista (Agência Brasil, 09/10/2026; Poder360, 09/10/2026). É o mesmo roteiro do "Eles sabiam de tudo", da Veja de 2014.
  • 09/10/2026 — a Meta trava Lula e recomenda Flávio: segundo a Folha, mensagens internas da Meta mostram que a campanha de Lula ficou quase 24 horas sem poder impulsionar posts do feed do Instagram, o que, pelas contas da campanha, tirou os anúncios de 1,3 milhão de pessoas. O perfil de Lula sumia até na busca pelo nome exato, e o de Flávio aparecia nas sugestões de busca, o que as regras do TSE proíbem. Um funcionário escreveu que a conta de Lula estava "limitada" em comparação com a de Flávio. A Meta atribuiu tudo a falhas técnicas (ICL Notícias, 16/10/2026). Outros casos estão em Big techs na eleição de 2026.
  • 10/10/2026 — o Rio sem segundo turno: com o registro de Anthony Garotinho negado, o TSE confirmou em 08/10, por 5 a 2, a anulação dos 274.411 votos dele. Recontados os votos válidos, Douglas Ruas, do PL, passou de 49,27% para 50,88% e foi proclamado governador, sem segundo turno contra Eduardo Paes, do PSD (O Tempo, 10/10/2026). Ex-secretário das Cidades de Cláudio Castro, Ruas teve 4,27 milhões de votos, "apenas 33,26% dos 12,84 milhões de eleitores do estado" (Diário do Rio, 10/10/2026).
  • 11/10/2026 — o canal pró-Lula fora do ar a pedido de Flávio: a pedido da campanha de Flávio, Nunes Marques, presidente do TSE, tirou do ar até o fim da eleição o "Exército do Lula", canal de André Janones no WhatsApp com 3,3 milhões de seguidores (CartaCapital, 11/10/2026). Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Villas Bôas Cueva, devolveu o canal "até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia" (CNN Brasil, 11/10/2026). Em 13/10, Nunes Marques exigiu o registro do canal e o deixou fora do ar por 48 horas, enquanto o "Tropa do Flávio", de Nikolas Ferreira, registrado na mesma tarde, não sofreu restrição igual. O canal pró-Lula só voltou em 14/10, depois que a campanha de Lula pediu a suspensão do canal de Flávio pelo mesmo critério (O Tempo, 16/10/2026). O passo a passo está em Pedir censura e gritar "censura".
  • 13/10/2026 — Rui Falcão pede o afastamento de Nunes Marques: o deputado do PT levou ao STF uma notícia de fato contra Nunes Marques e integrantes da campanha de Flávio, por suspeita de falsidade ideológica eleitoral, e pediu que o ministro fosse afastado do TSE até a diplomação (Revista Fórum, 14/10/2026).
  • 13 e 14/10/2026 — Flávio foge do debate e volta atrás: "Não vou, não está previsto ir nesse debate domingo", disse Flávio sobre o debate da Band de 18/10. No dia seguinte, depois que Lula confirmou presença, ele disse que iria (CNN Brasil, 14/10/2026). Em 2018, Bolsonaro faltou aos debates e deu entrevista exclusiva à Record no horário do debate da Globo (ver Eleições 2018).
  • 14/10/2026 — Flávio pede a cassação de Lula: a 11 dias do segundo turno, Flávio pediu ao TSE a cassação da chapa de Lula e Alckmin, por abuso de poder, e a inelegibilidade de 54 dirigentes de centrais sindicais, da UNE e do MST. A prova central era a frase de um dirigente da associação dos professores da UFPR num evento a favor de Lula (Revista Fórum, 15/10/2026). Em 15/10, o corregedor negou as medidas urgentes, entre elas a de proibir sindicatos e entidades estudantis de usar sedes e redes a favor de Lula, e registrou que 37 dos 54 dirigentes nem eram citados nos fatos narrados (Congresso em Foco, 16/10/2026).
  • 14 e 16/10/2026 — o fim da 6x1: o Senado aprovou por 75 a 1 o fim da escala 6x1, e só Hamilton Mourão, que foi vice de Bolsonaro, votou contra (Senado Notícias, 14/10/2026). Flávio votou a favor, à distância, "mesmo defendendo um modelo alternativo", e não foi à promulgação, em 16/10. Segundo O Tempo, aliados dele querem retomar a discussão no ano que vem para "analisar um regime por horas trabalhadas, com negociação direta entre trabalhador e empregador" (O Tempo, 16/10/2026). O que muda está em Políticas Públicas.
  • 15/10/2026 — o empate técnico: segundo o Datafolha, a vantagem de Flávio nos votos válidos caiu de 52% a 48%, em 08/10, para 51% a 49%, com margem de erro de dois pontos (CNN Brasil, 15/10/2026).
  • 15/10/2026 — Canella preso de novo: Márcio Canella, que Flávio tinha escolhido para disputar o Senado no Rio e que trocou a candidatura por uma vaga na Alerj, foi preso pela PF por ordem de Moraes na oitava fase da Operação Unha e Carne. A PF apura lavagem de dinheiro em postos de combustíveis, num esquema que, segundo o Coaf, movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos. Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio em 2026 (Revista Fórum, 15/10/2026). A prisão de julho está na página de Flávio.
  • 15/10/2026 — a festa de Vorcaro para o presidente do TSE: a Piauí publicou 125 mensagens do celular de Vorcaro que reconstituem uma noite de 28/02/2025 no tríplex dele, em São Paulo. "Emprestei quarto do lado para ministro com 5 menina", escreveu o mordomo a Vorcaro. Nunes Marques respondeu que "nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro" e que "não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros", sem dizer se esteve na festa (Piauí, 15/10/2026). Os outros casos estão na página de Nunes Marques.
  • 15/10/2026 — a Globo demite diretor por mensagens com Vorcaro: a Globo demitiu Frederic Kachar, diretor-geral de jornais, revistas e rádios do grupo, depois que vieram a público as mensagens dele com Vorcaro. Segundo a nota da emissora, elas revelam "uma relação inadequada do executivo com um anunciante" (Brasil de Fato, 15/10/2026).
  • 15 e 19/10/2026 — o TSE enquadra a Meta: o juiz auxiliar Marco Aurélio Bellizze mandou a Meta aplicar os mesmos critérios às duas campanhas ao reduzir alcance, limitar recomendações ou restringir buscas, sob multa diária de R$ 500 mil, e suspender anúncios eleitorais não contratados pelas campanhas, inclusive os pagos de contas no exterior (SBT News, 15/10/2026). Como a empresa trocou por conta própria os prazos fixados, Bellizze deu mais 24 horas para ela provar que cumpriu a decisão, sob pena de a multa subir para R$ 1 milhão por dia: "A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento" (Brasil de Fato, 19/10/2026). Os outros casos estão em Big techs na eleição de 2026.
  • 16/10/2026 — almoço na Globo antes da sabatina: horas antes de ser entrevistado no Jornal Nacional, Flávio almoçou com a cúpula da TV Globo, na sede da emissora, acompanhado do coordenador da campanha, Rogério Marinho. Foi "o segundo almoço de Flávio Bolsonaro com a direção da TV Globo", e "Lula não participou de almoço com os executivos" da emissora (Brasil 247, 16/10/2026).
  • 16/10/2026 — as mentiras de Flávio na Globo: na entrevista, Flávio disse que a produtora de Dark Horse tinha prestado contas, o que não é verdade, e que a PF tinha confirmado o áudio da Veja sobre o filme de Lula, o que também "não é verdade". O Aos Fatos apontou ainda como falsas as afirmações sobre recordes de crimes e de falências no governo Lula (Aos Fatos, 16/10/2026).
  • 16/10/2026 — R$ 600 mil para a empresa que vendia manipulação: a campanha de Flávio declarou ter pago R$ 600 mil à Elytron, e o PL, outros R$ 131,9 mil. Nos Estados Unidos, segundo documentos obtidos pelo Intercept, a empresa oferecia mapear eleitores, criar contas falsas, espalhar boatos e desinformação e produzir deepfakes. O Intercept não achou prova de que o sistema tenha sido usado no Brasil, e a campanha diz ter contratado segurança da informação (Intercept, 16/10/2026; GGN, 16/10/2026).
  • 16/10/2026 — os voos pagos pela dona de uma bet: segundo a Folha, a Cathedral Holdings, empresa ligada à bet Rede Loto e que tem entre os sócios Willer Tomaz, advogado investigado na fraude do INSS, contratou voos de jato executivo usados por Flávio na Europa em 2025, entre Portugal e França (Poder360, 16/10/2026).
  • 16 e 17/10/2026 — bolsonaristas invadem a UFRR: em Roraima, o estado que deu a Flávio o maior percentual de votos no primeiro turno, a blogueira Athaally e o deputado estadual Marcinho Belota (PL-RR) entraram na Faculdade de Direito da universidade federal e rasgaram o material que os alunos tinham preparado sobre Flávio. No dia seguinte, cinco homens, um deles supostamente armado, invadiram a faculdade e o Centro de Ciências Humanas, destruíram material e interromperam uma aula de sociologia (Brasil de Fato, 19/10/2026).
  • 17/10/2026 — Dark Horse: mais de US$ 9 milhões sem rastro: segundo o g1, a PF apontou uma divergência "severa" entre os mais de US$ 12 milhões que a Entre Investimentos, ligada a Vorcaro, mandou para um fundo nos Estados Unidos e os US$ 2,8 milhões que entraram no Brasil para o filme sobre Bolsonaro. Para a PF, o projeto pode ter "servido como narrativa de cobertura para a ocultação, simulação e desvio de recursos" (Brasil 247, 17/10/2026). O caso está em Filme Dark Horse.
  • 18/10/2026 — "apoiamos a direita": em mensagens de abril de 2024 obtidas pela Agência Pública, Vorcaro reclamou ao pastor André Valadão de um post de Nikolas Ferreira contra ele: "Quem me mandou foi um blog de esquerda, que sabe que apoiamos a direita". E cobrou: "Só preciso saber se estamos do mesmo lado ou agora estamos um contra o outro". Em março de 2025, antes de pedir ajuda ao banqueiro, Nikolas se desculpou num áudio: "eu não fazia ideia que era este o banco do Dani" (Agência Pública, 18/10/2026). Mais em Bolsonaristas no caso.
  • 18/10/2026 — o míssil na Paulista: no ato de Flávio na avenida Paulista, manifestantes ergueram um míssil com a inscrição "Trump nuke Brazil", um pedido para que Trump ataque o Brasil com armas nucleares (Brasil de Fato, 18/10/2026). No mesmo ato, Nikolas Ferreira defendeu que Flávio indique cinco ministros ao STF, em vez de quatro, e ligou a proposta ao impeachment de Moraes (Brasil de Fato, 18/10/2026).
  • 18/10/2026 — as mentiras de Flávio no debate da Band: segundo o Aos Fatos, Flávio negou ter escritório com o Careca do INSS, o que os dados desmentem, disse que Mendonça prendeu Vorcaro, o que não é correto, e repetiu a informação distorcida de que 73% dos presos votaram em Lula. Também são falsos os R$ 7 bilhões em viagens de Lula e Janja, o recorde de empresas fechadas e a explosão da criminalidade. Lula acertou ao dizer que, em 2009, Flávio foi o único deputado da Alerj a votar contra a ampliação da licença-maternidade (Aos Fatos, 18/10/2026). No debate, Lula perguntou a Flávio sobre Ana Clara, a menina de 5 anos morta por um PM que Flávio defendeu como advogado, e ele não respondeu (ver a página de Flávio).
  • 19/10/2026 — "Na traaaveeeee": um dia depois da cirurgia de emergência de Lula, em 11/12/2024, Vorcaro escreveu ao sócio Augusto Lima "Na traaaveeeee", o que o Brasil de Fato lê como frustração por Lula ter sobrevivido. Foi uma semana depois da reunião no Planalto que a direita usa para dizer que o Master é de Lula (Brasil de Fato, 19/10/2026). A reunião está em Lula e a reunião de 04/12/2024.
  • 19/10/2026 — o deputado do PL e o tiro na boate: horas depois do ato de Flávio na Paulista, o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP), cantor gospel da bancada evangélica da Alesp, foi detido e levado à delegacia depois de um disparo de arma de fogo numa casa noturna do Itaim Bibi, em São Paulo. A arma foi apreendida para perícia (Brasil de Fato, 19/10/2026).
  • 19/10/2026 — Mendonça manda apagar a crítica ao trabalho por hora: a pedido de Flávio, André Mendonça, vice-presidente do TSE, mandou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) apagar o post em que ela criticava a proposta do PL de pagamento por hora trabalhada (Brasil de Fato, 20/10/2026). Três dias antes, segundo O Tempo, aliados de Flávio tinham dito que querem "analisar um regime por horas trabalhadas" no ano que vem (ver 14 e 16/10).
  • 19/10/2026 — prazo para tirar famílias do Bolsa Família: a assessora econômica de Flávio, Daniella Marques, disse que os beneficiários teriam até dois anos para provar que arrumaram emprego ou abriram um negócio, sem dizer como o prazo seria contado nem quem seria desligado, e depois tentou amenizar nas redes. Hoje quem passa a ganhar mais continua recebendo metade do benefício por até 12 meses, e 5,1 milhões de beneficiários saíram do programa desde 2023 porque a renda da família subiu (Brasil de Fato, 19/10/2026).
  • 19 e 20/10/2026 — a diferença cai: na AtlasIntel/Bloomberg, a vantagem de Flávio caiu de 5,4 para 2,2 pontos desde 08/10, com 49,8% contra 47,6% de Lula, ou 51,1% a 48,9% dos votos válidos (Brasil de Fato, 19/10/2026). No dia seguinte, a Real Time Big Data deu empate técnico: 48% a 45%, com margem de erro de dois pontos (Brasil de Fato, 20/10/2026).
  • 19 e 20/10/2026 — Vorcaro, a CNN e o coach de Flávio: segundo mensagens obtidas pelo ICL Notícias, em abril de 2025 a diretora de marketing do Master escreveu a Vorcaro que a CNN Brasil, que recebia do banco R$ 10 milhões por ano em publicidade, tinha de combinar com eles "as perguntas do Naka. Todas. Antes". As mensagens não mostram se as perguntas foram de fato combinadas (ICL Notícias, 19/10/2026). Na mesma semana de abril de 2025, Pablo Marçal, que hoje orienta Flávio na campanha, foi acionado por Vorcaro para defender a venda do Master ao BRB, e 15 influenciadores deveriam seguir o "formato Marcal" (ICL Notícias, 20/10/2026). Mais em Mídia comprada.
  • 20/10/2026 — Lula abre os sigilos: Lula entregou ao TSE a autorização para quebrar os sigilos bancário e telefônico dele, de Janja e dos filhos, e cobrou o mesmo de Flávio, da família dele e de Jair Bolsonaro (Brasil 247, 20/10/2026).
  • 20/10/2026 — o filho de Brazão na campanha de Flávio: Kaio Brazão, filho de Domingos Brazão, condenado com o irmão Chiquinho a mais de 76 anos de prisão como mandante do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, convocou um adesivaço para Flávio na Taquara, área sob influência das milícias ligadas à família (ICL Notícias, 20/10/2026). A emenda de Flávio pedida por um condenado no caso está na página dele.
  • 20/10/2026 — Greca vota em Lula: o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, do MDB, que neste ano foi candidato a vice na chapa apoiada por Ratinho Junior, declarou voto em Lula, contra a direção nacional do partido, que apoia Flávio: "Pensem qual ideologia vale o direito de calar o Brasil; e calar o Brasil para só servir aos Estados Unidos" (Brasil de Fato, 20/10/2026).
  • 20/10/2026 — Milei fala em roubo da eleição: o presidente da Argentina chamou Lula de "ladrão esquerdista" e escreveu, sem prova: "Espero que seu último truque de campanha suja não inclua roubar a eleição" (Brasil 247, 20/10/2026). É o mesmo discurso de quem não aceita a derrota.

Como votar em 25/10

A votação vai das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país, e quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente (Congresso em Foco, 14/10/2026). Para presidente, Lula é o 13, e Flávio, o 22. Em seis estados o eleitor também escolhe o governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. O PT disputa dois deles, com Cadu de Lula no Rio Grande do Norte e Leandro Grass no Distrito Federal, os dois com o 13. O local de votação está no Autoatendimento Eleitoral do TSE e no aplicativo e-Título, e o número de cada candidato, no DivulgaCandContas, do TSE, sem cadastro.

A campanha

  • 12/05/2026 — os indicados de Bolsonaro no comando do TSE: Nunes Marques tomou posse como presidente do TSE, o tribunal que organiza a eleição, e André Mendonça como vice (Agência Brasil, 12/05/2026).
  • 21/07/2026 — a mentira da Smartmatic: Flávio disse, "sem apresentar provas", que as urnas brasileiras seriam da Smartmatic, a empresa ligada às eleições venezuelanas. O TSE desmentiu: a Smartmatic nunca forneceu urnas nem programas para as eleições do Brasil (Agência Brasil, 22/07/2026). O histórico da mentira está em A mentira da fraude nas urnas.
  • 23/08/2026 — o Brasil "do Senhor Jesus Cristo": Flávio prometeu que um dos seus primeiros atos será "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo" (Poder360, 23/08/2026), embora a Constituição proíba o Estado de estabelecer cultos ou igrejas (ver Bolsonarismo contra o Estado laico).
  • 21/09/2026 — aposta vendida como pesquisa: Flávio republicou num Story do Instagram o gráfico do Polymarket, site de apostas, que dava vantagem a ele sobre Lula. Pelo menos dez candidatos fizeram o mesmo. Para especialistas ouvidos pelo Núcleo, isso viola a lei eleitoral, que proíbe divulgar dados que não sejam de pesquisas registradas (Aos Fatos, 24/09/2026).
  • 23/09/2026 — a Meta bloqueia a campanha de Lula: a dez dias do primeiro turno, a Meta bloqueou a conta de anúncios da campanha de Lula dizendo só que "algumas das suas atividades não seguem nossas regras", e a restabeleceu depois do recurso (Metrópoles, 24/09/2026). Outros casos estão em Big techs na eleição de 2026.
  • 24/09/2026 — o jato de Vorcaro: meses depois de dizer "Nunca entrei em avião do Vorcaro", Flávio teve o voo revelado: ele, a mulher e as filhas viajaram num jato em que a empresa do banqueiro tinha uma das três cotas (CNN Brasil, 24/09/2026; ver a página de Flávio).
  • 24/09/2026 — 43 mentiras sobre o caso Master: o Aos Fatos mapeou ao menos 43 declarações enganosas de Flávio sobre o Banco Master e Vorcaro, com cinco estratégias diferentes, do desconhecimento à negação. Uma virou slogan de campanha: "O Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula". Segundo o Aos Fatos, "nem a primeira parte da fala é verdadeira" (Aos Fatos, 24/09/2026).
  • 01/09/2026 — a crise no STF em plena campanha: a seis dias do 7 de Setembro, André Mendonça, vice-presidente do TSE, abriu o sigilo só do relatório da PF sobre Alexandre de Moraes, numa apuração que o próprio procurador-geral pediu para anular por ter sido feita sem pedido do Ministério Público (Migalhas, 01/09/2026). As coincidências entre a crise e o calendário da eleição estão em Crise no STF (2026).
  • 17/09/2026 — "pixuleco eleitoral": Gilmar Mendes comparou a atuação de André Mendonça no caso Master à Lava Jato, chamou-o de "pixuleco eleitoral" e denunciou o uso político do caso na eleição (Brasil 247, 17/09/2026; CartaCapital, 17/09/2026). A história do STF diante da Lava Jato está na página do STF.
  • 25/09/2026 — Mendonça apaga a crítica, e Dino devolve: a pedido de Flávio, Mendonça mandou apagar um post do humorista Antonio Tabet que não citava ninguém pelo nome (Poder360, 25/09/2026). Em 27/09, Flávio Dino cassou a ordem (Poder360, 27/09/2026). O caso completo está em Nossa Senhora Aparecida na campanha de 2026.
  • 27/09/2026 — Flávio culpa a CNBB, e a CNBB rebate: Flávio disse que o PT espalhou a história sobre a padroeira "com ajuda de gente de dentro da CNBB" (Revista Fórum, 27/09/2026). No mesmo dia, a CNBB respondeu que atribuir a ela desinformação "sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição" e que "a mentira não se combate com outra mentira" (nota da CNBB, 27/09/2026).

Alerta da Abin sobre ameaças à eleição

Um relatório da Abin de 18/09/2026, feito para monitorar os riscos às eleições e enviado ao Planalto e ao TSE, classificou como alto o nível de alerta para ameaças à segurança do processo eleitoral entre 15 e 24 de setembro. Depois da sessão do STF de 15/09, que discutiu a conduta de Alexandre de Moraes, a agência identificou a formação e a rápida expansão de grupos extremistas violentos no WhatsApp e no Telegram, que debatiam ações contra o Supremo em torno da narrativa da "nepalização do Brasil", uma referência aos protestos violentos no Nepal em 2025. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília aparecem como focos de atenção. O relatório, sigiloso, foi revelado por Daniela Lima no UOL (UOL, 21/09/2026).

No segundo turno, as ameaças chegaram a Lula. Segundo a Folha, a OpenAI alertou a PF de que ao menos dois usuários do ChatGPT manifestaram a intenção de atacar o presidente. Um deles contou ter visto Lula num palanque a 400 metros e disse querer atirar na cabeça dele, perguntou quantos anos de prisão pegaria e mandou a foto de uma torre que daria um bom ângulo. O diretor-geral da PF mandou o material ao ministro da Justiça, que vai decidir se abre inquéritos (Brasil de Fato, 15/10/2026). A mentira da fraude nas urnas, que Bolsonaro espalhou antes da eleição de 2022, tem página própria, A mentira da fraude nas urnas, e o ataque de 2023 está em 8 de janeiro.

Por que não votar na legenda

Vale para a próxima eleição de deputados, já que a de 2026 foi decidida no primeiro turno. Quem digita só o 13 para deputado vota na Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Esse voto ajuda a federação a conquistar vagas, mas não soma para nenhum candidato. As vagas vão para os mais votados da federação, e cada um precisa de uma votação mínima própria: 10% do quociente eleitoral, ou 20% na disputa das sobras. Se nenhum candidato atinge esse mínimo, a vaga pode ir para outro partido. Por isso, o voto deve ir para o número completo do candidato. Veja a explicação em vídeo, a partir de 15:43.

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