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Delatores da Lava Jato

Resumo

A Lava Jato se apoiou em delações premiadas, e as que miravam Lula não se sustentaram. Antonio Palocci acusou Lula sem provas: a PF concluiu que a operação no Banco Central que ele narrou "não aconteceu", e o STF tirou do processo a delação que Moro tinha juntado seis dias antes do primeiro turno de 2018. O doleiro Alberto Youssef, que confessou lavagem de dinheiro e foi absolvido por um erro do MPF, podia ganhar até R$ 20 milhões com a delação. O ex-gerente Eduardo Musa disse que as propinas na Petrobras remontam à década de 1970, muito antes dos governos do PT.

Esta página reúne o que se publicou sobre os delatores, réus e testemunhas da operação. A condenação de Lula, as decisões que a anularam e a íntegra dos documentos estão em Farsa da Lava Jato.

Alberto Youssef (doleiro no Banestado e na Lava Jato)

Youssef fez duas delações. A primeira foi no caso Banestado, homologada por Moro em 16/12/2003, na mesma audiência em que o juiz o interrogou sobre outros investigados, o que levou o STF a declarar Moro parcial em 2020. O acordo foi rescindido porque Youssef voltou a operar no câmbio ilegal, e em 2014, preso na Lava Jato, ele ganhou a segunda, homologada no STF por Teori Zavascki. O próprio Moro o chamou de "um criminoso profissional" numa sentença. Os documentos estão em O Banestado, o ensaio da Lava Jato.

Delcídio Amaral (ex-PSDB e ex-PT)

Antônio Palocci (ex-ministro)

Rodrigo Tacla Duran (advogado da Odebrecht)

Almirante Othon (engenheiro nuclear)

Graça Foster (ex-presidente)

Venina Velosa (ex-gerente)

Paulo Roberto Costa (PRC, ex-diretor)

Pedro Barusco (ex-gerente)

Nestor Cerveró (ex-diretor)

Renato de Souza Duque (ex-diretor)

Jorge Luiz Zelada (ex-diretor)

Eduardo Musa (ex-gerente)

João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT)

Ver também

  • Farsa da Lava Jato: quem condenou Lula, como as condenações caíram e os documentos do caso.
  • Lawfare: o método, da condução coercitiva à delação solta na eleição.
  • Eleições 2018: a delação de Palocci divulgada por Moro seis dias antes do primeiro turno.
  • Petrobras: a empresa que a operação usou como cenário.