Golpes contra governos eleitos¶
Resumo
Desde 1954, quase todos os governos trabalhistas e de esquerda eleitos no Brasil enfrentaram golpe ou tentativa de golpe. Getúlio Vargas se matou em 1954, quando os generais lhe deram a escolha entre renunciar e ser deposto. Em 1955, foi preciso um contragolpe para garantir a posse de Juscelino Kubitschek e de João Goulart, contra quem Carlos Lacerda escrevia que "não podem tomar posse", e em 1959 oficiais sequestraram um avião de passageiros numa tentativa de derrubar JK. Em 1961, os ministros militares vetaram a posse de Jango, garantida pela Campanha da Legalidade de Leonel Brizola, mas só com os poderes cortados pelo parlamentarismo. Em 1964, os militares o derrubaram, e o Congresso declarou vaga a Presidência com o presidente dentro do país.
Na Nova República, Dilma Rousseff foi destituída em 2016 pelas pedaladas fiscais, que o próprio MPF no Distrito Federal concluiu não serem crime, e Michel Temer, que herdou o cargo, falou depois em "golpe". Na defesa no Senado, a própria Dilma lembrou Vargas, JK e Jango: "sempre que interesses de setores da elite econômica e política foram feridos pelas urnas, e não existiam razões jurídicas para uma destituição legítima, conspirações eram tramadas resultando em golpes de estado". Em 2022, a trama golpista de Bolsonaro planejou matar Lula, Alckmin e Moraes para impedir a posse do presidente eleito. Em todos esses casos, o golpe partiu de militares e da direita civil.
1954: Vargas entre a renúncia e a deposição¶
- 05/08/1954 — o atentado da Rua Tonelero: um atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, da UDN, matou o major-aviador Rubens Vaz. A investigação logo mostrou o envolvimento de funcionários do Palácio do Catete, e a oposição, comandada pela UDN e por Lacerda, fez do caso a bandeira da renúncia de Vargas. O líder udenista Afonso Arinos disse que o governo era "um estuário de lama e um estuário de sangue" (FGV CPDOC).
- 22 a 24/08/1954 — "Ou renunciava ou seria deposto": a Aeronáutica e a Marinha exigiram a renúncia, e um manifesto de generais apoiou a exigência. Vargas aceitou se licenciar até o fim do inquérito, mas os generais recusaram a licença. Na manhã de 24/08, Vargas se matou com um tiro no coração e deixou a carta-testamento (FGV CPDOC).
1955 a 1959: JK e Jango sob ameaça¶
- 09/11/1955 — "Não podem tomar posse": com JK e Jango eleitos, Lacerda assinou um artigo com esse título, em que afirmava que o presidente em exercício, Carlos Luz, não assumiria o governo para preparar a posse dos dois (FGV CPDOC, biografia de Carlos Lacerda).
- 11/11/1955 — o contragolpe de Lott: o general Henrique Lott, que tinha pedido demissão do Ministério da Guerra na véspera, liderou um movimento militar que afastou Carlos Luz do governo. O objetivo, segundo a FGV, era neutralizar "uma suposta conspiração tramada no interior do próprio governo com o fim de impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek" (FGV CPDOC, Movimento do 11 de Novembro).
- 02/12/1959 — Aragarças: oficiais da Aeronáutica e do Exército sequestraram um avião da Panair com 46 pessoas a bordo, no primeiro sequestro aéreo da história do país, numa tentativa de golpe para "derrubar o presidente Juscelino Kubitschek, fechar o Congresso Nacional e instaurar uma ditadura militar". O plano mais imediato era "bombardear o Palácio do Catete e matar JK". A revolta fracassou em dois dias. Segundo o Senado, esses militares já tinham planejado golpes contra a aliança PSD-PTB em 1954, 1955 e 1956 (Senado Notícias, 02/12/2019).
1961: o veto a Jango¶
- Agosto e setembro de 1961 — a Legalidade: depois da renúncia de Jânio Quadros, os três chefes das Forças Armadas decidiram vetar a posse do vice, Jango, "por considerá-lo excessivamente de esquerda e aliado dos comunistas". O governador gaúcho Leonel Brizola comandou a Campanha da Legalidade, e os militares aceitaram Jango com a condição de que ele "não tivesse plenos poderes": o parlamentarismo pôs a maior parte do poder nas mãos de um primeiro-ministro. Depois que o plebiscito de 1963 devolveu o presidencialismo, os militares, "unidos a empresários e políticos de direita", voltaram a conspirar (Senado Notícias, 07/06/2024).
1964: o golpe¶
- 01 e 02/04/1964 — a vacância com o presidente no país: na madrugada de 1º para 2 de abril, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência quando Jango estava no Rio Grande do Sul. A sessão abriu caminho para o regime militar, que durou até 1985. Em 21/11/2013, o Congresso anulou a sessão, por ter sido inconstitucional: a perda do cargo só ocorreria em caso de viagem ao exterior sem autorização (Senado Notícias, 21/11/2013). A ditadura está em Ditadura Militar de 64.
2016: o impeachment de Dilma¶
- 24/06/2013 — a resposta às ruas pelo voto: diante dos protestos de junho, quem propôs devolver a decisão ao eleitor foi Dilma: um plebiscito que autorizasse uma Constituinte para a reforma política e uma lei que considerasse a "corrupção dolosa [quando há intenção] como crime hediondo". "O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está" (Conjur, 24/06/2013).
- 12/04/2015 — a Paulista movida a boato: ao menos metade dos manifestantes do ato pelo impeachment acreditava em alguma das frases falsas testadas, como "O PT trouxe 50 mil haitianos para votar na Dilma nas últimas eleições" e "Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, é sócio da Friboi", segundo pesquisa de Esther Solano (Unifesp) e Pablo Ortellado (USP) com 571 pessoas. O boato da Friboi foi espalhado nas redes pelo prefeito tucano de São Carlos, Paulo Altomani, processado por Lulinha (CartaCapital, 14/04/2015).
- 20/05/2015 — nem o jurista da oposição viu crime: o parecer de Miguel Reale Júnior, aguardado pela oposição e entregue ao gabinete de Aécio Neves, "admite que não há indícios suficientes para se entrar com a ação", e Aécio recuou: "Não é agenda para agora" (CartaCapital, 21/05/2015). Em dezembro, o pedido que Cunha aceitou levava a assinatura do mesmo Reale Júnior (Conjur, 02/12/2015).
- 13/10/2015 — o STF barra o rito de Cunha: a pedido do deputado Wadih Damous (PT-RJ), que apontava o rito como inconstitucional, Teori Zavascki determinou "a suspensão da eficácia do decidido na Questão de Ordem nº 105/2015, da Câmara dos Deputados", o caminho que Cunha tinha montado para o impeachment (Congresso em Foco, 13/10/2015).
- 02/12/2015 — a vingança de Cunha: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, abriu o processo de impeachment no dia em que soube que os deputados do PT no Conselho de Ética não iam salvá-lo da cassação (Conjur, 02/12/2015; ver Eleições 2014).
- 07/12/2015 — o vice rompe por carta: cinco dias depois de Cunha abrir o processo, vazou a carta em que Michel Temer, o homem que herdaria o cargo, se dizia "vice decorativo" e escrevia a Dilma: "Sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã" (Congresso em Foco, 08/12/2015).
- 13/12/2015 — a Paulista esvaziada: convocado às pressas depois que Cunha acolheu o pedido, o ato pelo impeachment reuniu 40,3 mil pessoas na Paulista, segundo o Datafolha, menos que os de 15 de março (210 mil), 12 de abril (100 mil) e 16 de agosto (135 mil) (Folha, reproduzida pelo Notícias Agrícolas, 14/12/2015).
- 17/12/2015 — o STF desfaz a manobra: no julgamento da ação do PCdoB sobre o rito (ADPF 378), a maioria do STF anulou a eleição da comissão do impeachment, considerou ilegítima a chapa avulsa da oposição e derrubou o voto secreto. Também decidiu que o Senado não é obrigado a abrir o processo aprovado pela Câmara, como no caso Collor. Para Barroso, Cunha mudou a regra e impôs o voto secreto quando previu a derrota: "é como se eu estivesse perdendo o jogo e levasse a bola para casa" (Congresso em Foco, 17/12/2015).
- 15/07/2016 — "não são crime": antes do julgamento final, o procurador Ivan Marx, do MPF no Distrito Federal, concluiu que as pedaladas do Plano Safra no Banco do Brasil não eram crime, porque não houve operação de crédito, e mandou arquivar a investigação (Conjur, 15/07/2016).
- 16/08/2016 — Dilma propõe ouvir o eleitor: duas semanas antes do julgamento, Dilma avisou que, "se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de estado", com 81 senadores no lugar de 110 milhões de eleitores. Propôs um plebiscito sobre antecipar as eleições e fazer a reforma política e pediu aos senadores: "não se faça a injustiça de me condenar por um crime que não cometi" (Brasil de Fato, 16/08/2016).
- 29/08/2016 — Dilma lembra Vargas, JK e Jango: na defesa no Senado, Dilma disse que, "no passado da América Latina e do Brasil, sempre que interesses de setores da elite econômica e política foram feridos pelas urnas, e não existiam razões jurídicas para uma destituição legítima, conspirações eram tramadas resultando em golpes de estado". Citou Vargas, levado ao suicídio pela "hedionda trama orquestrada pela chamada República do Galeão"; JK, "vítima de constantes e fracassadas tentativas de golpe, como ocorreu no episódio de Aragarças"; e Jango, que "superou o golpe do parlamentarismo mas foi deposto". E concluiu: "Agora, a ruptura democrática se dá por meio da violência moral e de pretextos constitucionais para que se empreste aparência de legitimidade ao governo que assume sem o amparo das urnas" (Senado Notícias, 29/08/2016).
- 31/08/2016 — Dilma destituída: 61 senadores votaram pela perda do cargo, por causa das pedaladas e de decretos de crédito suplementar. A inabilitação para funções públicas teve 42 votos a favor e 36 contra e não alcançou os dois terços exigidos (Conjur, 31/08/2016).
- 16/09/2019 — Temer fala em "golpe": no Roda Viva, o homem que herdou o cargo de Dilma disse: "Eu jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe" (Brasil 247, 16/09/2019).
- 2022 — as pedaladas arquivadas: o MPF arquivou o inquérito civil sobre as pedaladas de 2015, que tinha Dilma, Guido Mantega e Arno Augustin entre os investigados. A câmara de revisão do MPF registrou que o TCU e a Corregedoria do Ministério da Economia afastaram a responsabilização dos agentes, "seja em virtude da constatação da boa-fé dos implicados, seja porquanto apenas procederam em conformidade com as práticas" do Ministério do Planejamento (CUT, 2022).
O "grande acordo nacional"¶
- 23/05/2016 — "estancar essa sangria": a Folha revelou a gravação de uma conversa de março, semanas antes da votação do impeachment na Câmara, entre o ministro do Planejamento de Temer, Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. "Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria", disse Jucá. No mesmo dia, ele anunciou que se licenciaria do ministério (Agência Brasil, 23/05/2016; Brasil de Fato, 23/05/2016).
Os trechos da gravação publicados pela Folha, na transcrição reproduzida pelo Pragmatismo Político (Pragmatismo Político, 23/05/2016):
JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[...]
MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.
MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.
[...]
MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].
O golpe em vídeo¶
- Golpe parlamentar Brasil 2016 (documentário) – YouTube: documentário sobre o impeachment de Dilma · fora do ar em 13/09/2026, vídeo indisponível (404) · buscar cópia no Internet Archive
- Como interesses estrangeiros atuam no Brasil para derrubar um governo eleito – YouTube, 18/10/2015: a ação de interesses de fora contra o governo Dilma, segundo o vídeo
O Congresso contra Dilma em 2015¶
- BBC mostrou que Cunha barrou todos os projetos de Dilma para impedir seu governo – blog Katyta: a Câmara de Cunha travava o governo, segundo o blog · fora do ar em 13/09/2026, domínio não existe · buscar cópia no Internet Archive
- Inesc cria cards com "as verdadeiras pautas-bomba" do Congresso – Sul21, 13/10/2015: as propostas da bancada do boi, da bala e da Bíblia no "Congresso mais conservador em décadas", segundo o Inesc
- Pior Congresso de todos os tempos – Facebook, 01/10/2015: o Congresso mais conservador e mais rico desde 1964 impedia Dilma de governar, e ela levava a culpa, segundo o post
- "Este é o pior congresso que tivemos na história", afirma juiz – Facebook: a avaliação atribuída a um juiz, segundo o post
- Orçamento geral da União – Facebook, 01/10/2015: o Orçamento de 2015, que costuma passar em dezembro, só foi aprovado meses depois, para complicar a vida de Dilma, segundo o post
- "Aliados do PT" – Facebook, 30/09/2015: com 70 dos 513 deputados, o PT não aprovava o que queria na Câmara, segundo o post
- Dilma descreve a ascensão de Cunha e as pautas-bomba – YouTube: a própria Dilma conta como Cunha travou o governo · fora do ar em 13/09/2026, vídeo indisponível (404) · buscar cópia no Internet Archive
O TCU que julgou as contas¶
- Como é o TCU que vai julgar as contas de Dilma Rousseff – Tijolaço, 02/10/2015: quem eram os ministros que julgaram as contas, segundo o blog · fora do ar em 10/10/2026, o domínio tijolaco.net responde 502 · buscar cópia no Internet Archive
- Delator relata pagamento de propina a filho do presidente do TCU – Revista Fórum, 06/2015: a acusação de um delator contra Tiago Cedraz, filho do presidente do tribunal, Aroldo Cedraz
- Careca citou Cunha, Anastasia, Argôlo e filho de ministro do TCU – Brasil 247, 08/01/2015: o policial que levava o dinheiro do doleiro Alberto Youssef citou o filho do presidente do TCU entre os beneficiários · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
- Imóveis de filho de presidente do TCU somam R$ 13 milhões – UOL, via Agência Estado, 16/07/2015: o patrimônio de Tiago Cedraz, aos 33 anos
- Filho de presidente do TCU tem R$ 13 milhões em imóveis com apenas 33 anos – Pragmatismo Político, 17/07/2015: Tiago Cedraz era acusado de receber propina de investigados na Lava Jato, segundo o site
- Ministro do TCU Augusto Nardes foi pego na Operação Zelotes – blog Limpinho e Cheiroso, 13/09/2015: o relator das contas de Dilma aparecia na investigação de sonegação, segundo o blog · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
- Nardes diz que foi ameaçado de morte durante análise de contas – BOL, 07/10/2015: o relator que reprovou as contas de Dilma disse ter sido ameaçado enquanto analisava as contas de 2014
- Entenda por que todos os corruptos querem a saída da Dilma – blog Ficha Corrida, 27/06/2015: a tese de que os investigados queriam derrubar Dilma para escapar, segundo o blog
As pedaladas¶
- Bohn Gass desmonta a farsa das "pedaladas fiscais" – PT na Câmara: o deputado petista explica por que as pedaladas não eram crime · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
- Bohn Gass desmonta a farsa das "pedaladas fiscais" – Facebook do PT na Câmara: o mesmo pronunciamento, em vídeo
- MDS demonstra que contrato com a Caixa não fere a LRF – Ministério do Desenvolvimento Social, 10/2015: o governo mostrou que o contrato do Bolsa Família com a Caixa respeitava a Lei de Responsabilidade Fiscal · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
- Líder do PSDB no Senado confirma que FHC fez pedalada – Facebook de Vanessa Grazziotin: o próprio tucano admite que o governo FHC fez o que derrubou Dilma, segundo o vídeo
- Governo FHC também mudou lei para cumprir o superávit – Conversa Afiada, 27/11/2014: FHC também alterou a regra fiscal para fechar as contas, segundo o blog
- O farsante Júlio Marcelo: testemunha das pedaladas – YouTube: o procurador do Ministério Público de Contas que acusou as pedaladas, segundo o vídeo · fora do ar em 13/09/2026, vídeo indisponível (404) · buscar cópia no Internet Archive
Eduardo Cunha, o autor do processo¶
- Eduardo Cunha é eleito presidente da Câmara e impõe derrota ao PT – Estadão, 01/02/2015: Cunha chegou ao comando da Câmara derrotando o candidato do governo
- Deputados votam mais de 85% das vezes de acordo com recomendação do PMDB – Congresso em Foco: o peso do PMDB de Cunha nas votações da Câmara
- A tropa de choque de Eduardo Cunha – Facebook de Enio Verri: os deputados que defendiam Cunha, segundo o vídeo do deputado petista
- Feliciano combina com Bolsonaro como ajudar Eduardo Cunha – Facebook: Marco Feliciano e Jair Bolsonaro combinando a defesa de Cunha, segundo o vídeo
- Cunha mantinha patrimônio oculto de R$ 61 milhões, afirma Procuradoria – Estadão: a PGR apontou contas não declaradas no exterior desde os anos 1990
- Documentos da Suíça revelam que esquema de Cunha movimentou R$ 411 milhões – Estado de Minas, 18/10/2015: o volume do esquema nas contas suíças
- Investigação sobre contas suíças de Cunha estava na gaveta desde 2006 – Rede Brasil Atual, 10/2015: o inquérito sobre as contas ficou parado por quase dez anos, segundo o blog
- Investigação sobre contas suíças de Cunha estava na gaveta desde 2006 – blog Limpinho e Cheiroso, 10/10/2015: o ex-procurador-geral Antônio Fernando de Souza, que "guardou" o inquérito, virou advogado de Cunha, segundo o blog · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
- Ministério Público da Suíça mostra que Cunha negociou com traficante Abadía – blog Os Amigos do Presidente Lula, 10/2015: a venda de uma casa de Cunha a um chefe do tráfico colombiano, segundo o blog
- MP da Suíça: Cunha negociou com traficante mais procurado do mundo – blog Brasil Página 1, 26/10/2015: Cunha teve de explicar ao banco Julius Baer a venda de uma casa no Rio a um chefe do tráfico colombiano, segundo o blog
- Filha de Cunha tem contrato com presidente de CPI – Brasil 247: a ligação da família de Cunha com quem presidia uma CPI, segundo o site · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
- Dobradinha da filha do Cunha com o Nardes do TCU – X, @RegisGalo13: a ligação entre a filha de Cunha e o relator das contas de Dilma no TCU, segundo o post
- Cunha manda recado ameaçador a FHC – Brasil 247: o recado de Cunha ao ex-presidente tucano, segundo o site · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
- Mentindo na CPI – Facebook: Cunha mentindo na CPI, segundo o vídeo; foi por mentir à CPI da Petrobras que ele acabou cassado (ver Eleições 2014)
- Conselho de Ética – Facebook: o processo contra Cunha no Conselho de Ética, segundo o post (o mesmo post aparece neste outro endereço)
- Sobre o regimento da Câmara na comissão de ética – Facebook: as regras do processo contra Cunha na Câmara, segundo o post
- Só resta a Eduardo Cunha sair de cena em grande estilo – blog do Noblat (O Globo), 10/2015: até o colunista d'O Globo pedia a saída de Cunha · fora do ar em 13/09/2026, domínio não existe · buscar cópia no Internet Archive
- Cunha: "Regulação da mídia só será votada passando por cima de meu cadáver" – Google+: Cunha contra a regulação da mídia, segundo o post
- Há 15 anos, Brizola organizou abaixo-assinado pedindo o afastamento de Eduardo Cunha – Facebook: a campanha de Brizola contra Cunha, segundo o post
- Fora Cunha, 1992, Rio de Janeiro – Facebook do PSOL-SP: o protesto contra Cunha já em 1992, segundo o post
- Resumo com vários links – Facebook do Portal Mundi: uma coletânea de links sobre Cunha, segundo o post
Temer, o herdeiro do cargo¶
- Michel Temer recebia 50% da propina no Porto de Santos, indica processo – Carta Campinas, 07/2016: o processo que apontava Temer como destinatário de metade da propina no porto, segundo o site
- Temer é encontrado pela PF 21 vezes em planilha de delator da Lava Jato – Plantão Brasil: o nome de Temer nas anotações de um delator, segundo o site
- Mídia esconde denúncia de jornal inglês contra mulher de Temer – Blog da Cidadania, 07/2016: a denúncia que a imprensa brasileira não repercutiu, segundo o blog
Os protestos pelo impeachment¶
- Manifestantes anti-Dilma são agraciados com "passe livre" no Metrô em SP – SPressoSP, 16/03/2015: o metrô do governo tucano de São Paulo liberou a catraca para o protesto contra Dilma, segundo o site · fora do ar em 13/09/2026, domínio não existe · buscar cópia no Internet Archive
- Jogo é antecipado por conta de protesto anti-Dilma – Revista Fórum, 11/03/2015: uma partida mudou de horário para não atrapalhar o protesto, segundo a revista · fora do ar em 13/09/2026, 404 · buscar cópia no Internet Archive
Os tucanos depois do golpe¶
- O milionário Jereissati confessa "foi golpe na Dilma" – Facebook, 15/09/2018: o senador tucano admitiu o erro do PSDB contra Dilma, segundo o post
Cronologias do golpe¶
- Cronologias do golpe de 2016 – Fábio de Oliveira Ribeiro, GGN, 04/06/2016: para o autor, o golpe começou com a derrota de Aécio em 2014, e uma cronologia alternativa recua até o interesse dos Estados Unidos no petróleo brasileiro
2022 e 2023: a trama contra a posse de Lula¶
- 09/11/2022 — o plano para matar o presidente eleito: o plano Punhal Verde e Amarelo, que previa matar Lula, Alckmin e Moraes em 15/12/2022, foi impresso no Palácio do Planalto (Poder360, 24/07/2025; ver a trama golpista).
- 08/01/2023 — o ataque aos Três Poderes: uma semana depois da posse de Lula, bolsonaristas invadiram e depredaram o Planalto, o Congresso e o STF (ver 8 de janeiro).
- 11/09/2025 — Bolsonaro condenado: a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado, entre outros crimes (Agência Brasil, 11/09/2025).
Ver também¶
- Ditadura Militar de 64: o regime que o golpe de 1964 instalou
- 8 de janeiro e Eleições 2022: o golpe que fracassou
- Os ataques do bolsonarismo ao STF