Flávio Bolsonaro¶
Resumo
Senador pelo Rio de Janeiro desde 2019, depois de 16 anos como deputado estadual, filho mais velho de Jair Bolsonaro e candidato do PL à Presidência em 2026. Na Alerj, homenageou Adriano da Nóbrega, apontado pelo MPRJ como integrante da milícia de Rio das Pedras e do Escritório do Crime, e nomeou no gabinete a mãe e a então mulher dele. Em discurso, viu "uma série de benefícios" na atuação das milícias, e em 2011 culpou a juíza Patrícia Acioli, morta por PMs, pela inimizade dos policiais. No caso da rachadinha na Alerj, o MPRJ o denunciou em 2020 como líder de organização criminosa, com o assessor Fabrício Queiroz como operador, mas a denúncia foi arquivada depois que o STJ anulou as provas, e o dinheiro vivo com que ele pagava despesas e imóveis nunca foi explicado. O patrimônio declarado cresceu 370% de 2018 a 2026.
Em 2026 é investigado no STF por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso do filme Dark Horse, depois de áudios em que pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção. Disse que nunca tinha entrado em avião de Vorcaro, mas voou com a família num jato em que a empresa do banqueiro tinha um terço, e usou na campanha um apartamento que foi do cunhado e operador de Vorcaro, num prédio em que as gravações das câmeras foram apagadas. Uma emenda sua foi paga a um instituto ligado aos irmãos Brazão depois de um condenado no caso Marielle pedi-la à sua assessora. Aliados do seu projeto no Rio, como Rodrigo Bacellar e Márcio Canella, foram presos em operações da PF. Em julho de 2026, repetiu a mentira de que as urnas brasileiras são da Smartmatic, a empresa ligada às eleições venezuelanas. A própria PF concluiu que ele caluniou Lula nas redes, e em Washington ele pediu ao governo Trump que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Promete decretar que "o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", e o bispo que o batizou escreveu em livro que o feriado de Nossa Senhora Aparecida é ilegal e pediu ao Congresso que ela deixasse de ser padroeira do Brasil. Para o mercado, a equipe dele apresentou um ajuste que tira das aposentadorias e do BPC o ganho real do salário mínimo e acaba com os pisos da saúde e da educação; para o eleitor, ele chama isso de "fake news do PT". No segundo turno, a pedido da campanha dele, o presidente do TSE tirou do ar um canal pró-Lula com 3,3 milhões de seguidores, e ele pediu ao TSE a cassação de Lula. A campanha dele pagou R$ 600 mil a uma empresa que, nos Estados Unidos, oferecia contas falsas e deepfakes, e a PF achou uma diferença de mais de US$ 9 milhões no dinheiro do filme sobre o pai. Como advogado, já senador, ele tentou tirar do júri popular o PM acusado de matar Ana Clara, de 5 anos, e o coach que orienta a campanha dele, Pablo Marçal, defendeu o Master a pedido de Vorcaro.
Adriano da Nóbrega¶
Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Bope, foi apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como integrante da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio Escritório do Crime. Flávio Bolsonaro o homenageou com moção de louvor em 2003 e com a Medalha Tiradentes em 2005. A Folha também registrou que Flávio e Jair Bolsonaro o visitaram na prisão em 2005. A mulher e a mãe de Adriano foram nomeadas no gabinete de Flávio e, segundo o MPRJ, repassavam dinheiro a Fabrício Queiroz (ver Rachadinha na Alerj).
- Homenagens e visita de Flávio e Jair a Adriano — Folha: Flávio homenageou duas vezes na Alerj o miliciano apontado como integrante do Escritório do Crime e, com o pai, visitou-o na prisão.
- O que se sabe sobre Adriano da Nóbrega e a relação com Flávio — BBC News Brasil, via UOL: o que liga Flávio ao miliciano que ele homenageou na Alerj.
- Perfil de Adriano e do Escritório do Crime — UOL: quem era o homenageado de Flávio: ex-capitão do Bope apontado como integrante do grupo de extermínio Escritório do Crime.
Falas públicas sobre milícias¶
Em discursos na Alerj, Flávio Bolsonaro saiu em defesa das milícias. Em 2007, viu “uma série de benefícios” na atuação desses grupos e criticou a perseguição a eles. Em 2008, votou pela CPI das Milícias, mas minimizou a tortura de jornalistas na Favela do Batan, que disse não acreditar ser regra entre as milícias, e alegou que, em algumas comunidades, policiais e bombeiros se organizariam sem lucro nem cobrança.
- Transcrição dos trechos dos discursos e cronologia das relações com Adriano: as falas de Flávio na Alerj vendo "uma série de benefícios" nas milícias, com as datas e a cronologia da relação com Adriano.
- Registro da fala de 2008 no debate sobre a CPI das Milícias — Câmara dos Deputados: a fala em que Flávio disse não acreditar que a tortura de jornalistas no Batan fosse regra entre as milícias.
A juíza Patrícia Acioli¶
Patrícia Acioli, juíza em São Gonçalo, era conhecida por punir com rigor policiais corruptos e grupos de extermínio. Em agosto de 2011, foi morta a tiros na porta de casa, em Niterói, por policiais militares de São Gonçalo, e foi a primeira juíza assassinada no estado do Rio. Os 11 PMs julgados foram condenados.
Em 12/08/2011, logo depois do crime, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro atribuiu à própria vítima a inimizade dos policiais: "Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos". Foram policiais que a mataram. Diante da repercussão, contou que recebia no gabinete policiais e familiares que se queixavam dela. No recuo, repetiu a acusação: ela teria muitos inimigos "por humilhar gratuitamente réus".
- Filho de Bolsonaro diz que juíza morta "humilhava réus" – Terra, 12/08/2011: a íntegra dos tuítes, com a frase sobre a juíza e o recuo em que ele repete a acusação.
- Filho de Bolsonaro diz que juíza humilhava policiais – Estado de Minas, 12/08/2011: Flávio contou que recebia no gabinete policiais e familiares que se queixavam da juíza.
- Patricia Acioli – Wikipedia: a juíza punia policiais corruptos, foi morta por PMs de São Gonçalo, e os 11 julgados foram condenados.
- Flávio Bolsonaro culpou juíza assassinada por sua morte – Revista Fórum, 23/09/2026: a fala em que Flávio culpou a juíza assassinada por PMs voltou à tona na campanha de 2026, quando ele disputa a Presidência.
Major Ronald Paulo Alves Pereira¶
O mesmo padrão de homenagem na Alerj aparece com o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira. Em 2004, Flávio Bolsonaro protocolou a moção nº 3180/2004, de louvor e congratulações ao então capitão lotado no 22º BPM, pela operação no Conjunto Esperança, no Complexo da Maré. Em janeiro de 2019, Ronald foi preso na Operação Intocáveis, apontado como liderança de milícia na Muzema, na Zona Oeste, e como integrante do Escritório do Crime, o mesmo grupo atribuído a Adriano da Nóbrega.
- PMs alvos da Intocáveis já tinham sido homenageados por Flávio — G1: milicianos presos na Operação Intocáveis, em 2019, tinham sido homenageados por Flávio na Alerj.
- Alvos da operação foram homenageados em 2003 e 2004 — O Globo: as moções de louvor de Flávio a alvos da operação contra a milícia da Muzema.
Emenda pedida por condenado no caso Marielle¶
Em 24/10/2023, Robson Calixto, o "Peixe", condenado no caso Marielle Franco, escreveu à assessora de Flávio Maria de Fátima Bezerra Castro: "Amiga, vê com o nosso senador se consegue nos ajudar". Em 06/11, lembrou: "não esquece do IFOP". Em 29/11/2023, uma emenda de Flávio de R$ 199.999,79 foi paga ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), na Taquara, ligado aos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão. A PF achou as mensagens no celular de Calixto, e o caso foi revelado pelo Estadão.
- Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda a ONG dos irmãos Brazão com miliciano condenado no caso Marielle – Brasil de Fato, 21/09/2026: as mensagens com datas e o pagamento da emenda pouco mais de um mês depois do pedido.
- Filho de mandante da morte de Marielle, Kaio Brazão faz campanha para Flávio Bolsonaro – ICL Notícias, 20/10/2026: a cinco dias do segundo turno, o filho de Domingos Brazão, condenado com o irmão Chiquinho a mais de 76 anos de prisão como mandante do crime, convocou um adesivaço para Flávio na mesma Taquara do Ifop, área sob influência das milícias ligadas à família.
A defesa do PM acusado de matar Ana Clara¶
Em 02/02/2021, em Niterói, Ana Clara, de 5 anos, foi morta com um tiro na porta de casa, onde brincava com o irmão de 2 anos. O cabo da PM Bruno Dias Delaroli virou réu pelo assassinato. Em 2024, já senador, Flávio assumiu a defesa do policial e assinou um recurso ao STJ para tentar derrubar a decisão que mandou o caso a júri popular. O recurso foi negado, mas o júri ainda não aconteceu: marcado para 14/04/2026, dia em que Ana Clara faria 11 anos, foi adiado para 21/10 e depois para 05/05/2027. No debate da Band, Lula lembrou o caso, e Flávio não respondeu. A mãe, Cristiane Gomes da Silva, diz que passou a ser atacada por apoiadores de Flávio.
- Silêncio de Flávio sobre Ana Clara "foi desesperador", diz a mãe da menina – Agência Pública, 19/10/2026: o recurso de Flávio ao STJ, os adiamentos do júri e a mãe que espera há mais de cinco anos: "não tenho condições de pagar um advogado como Flávio Bolsonaro para defender minha filha".
Rachadinha na Alerj¶
Segundo o MPRJ, de 2007 a 2018 assessores do gabinete de Flávio na Alerj, muitos deles fantasmas, devolviam a maior parte do salário a Fabrício Queiroz, e o dinheiro voltava a Flávio lavado em imóveis, numa loja de chocolates e em despesas pagas com dinheiro vivo. O MP o denunciou em 2020 como líder da organização criminosa, mas ele nunca foi julgado: a denúncia foi arquivada em 2022 por causa da anulação das provas, e o dinheiro vivo continua sem explicação (O Globo, 28/09/2020; Gazeta de São Paulo, 16/05/2022; Folha, 06/03/2026).
O caso em datas¶
- Julho de 2018 — o Coaf: um relatório do Coaf apontou que Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, valor incompatível com o patrimônio e a ocupação dele, e recebeu repasses de servidores do gabinete de Flávio. Um dos registros era um cheque de R$ 24 mil depositado na conta de Michelle Bolsonaro. O MPRJ abriu a investigação (BBC News Brasil, 18/06/2020; Extra, 04/11/2020).
- 15/10/2018 — a exoneração antes da operação: segundo Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, entre os dois turnos da eleição de 2018 um delegado da PF que se dizia "simpatizante da campanha" de Jair avisou intermediários de Flávio de que a Operação Furna da Onça, que atingiria Queiroz, seria segurada até depois da votação. Queiroz e a filha Nathália foram exonerados em 15 de outubro (Brasil de Fato, 17/05/2020).
- Abril de 2019 — a quebra de sigilo: a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 106 pessoas e empresas, e o MP achou as provas de que os assessores devolviam a maior parte do salário a Queiroz (O Globo, 28/09/2020).
- 2019 — Flávio tenta parar a investigação: a pedido de Flávio, o presidente do STF, Dias Toffoli, suspendeu o caso. Flávio acabou derrotado no Supremo, e a investigação foi retomada por decisão de Gilmar Mendes (G1, 18/06/2020; BBC News Brasil, 18/06/2020).
- 18/06/2020 — a prisão de Queiroz: na Operação Anjo, Queiroz foi preso em Atibaia (SP), num imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio (ver abaixo) (MPRJ, 18/06/2020).
- 19/10/2020 — a denúncia: o MPRJ denunciou ao Órgão Especial do TJ-RJ Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita entre 2007 e 2018. Flávio é apontado como líder da organização criminosa, e Queiroz, como operador. Segundo a Folha, o desvio chega a R$ 6,1 milhões, o salário de 12 ex-assessores tratados como fantasmas (MPRJ, 04/11/2020; Extra, 04/11/2020; Folha, 26/12/2020).
- 23/02/2021 — o STJ derruba a quebra de sigilo: a Quinta Turma do STJ anulou, por 4 a 1, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio e de outras 94 pessoas. Prevaleceu o voto de João Otávio de Noronha, "aliado declarado" de Jair Bolsonaro segundo a CUT, que viu "direcionamento" na investigação. O relator, Felix Fischer, ficou isolado ao defender que a quebra foi "justificada e ratificada" (CUT, 24/02/2021).
- 09/11/2021 — o STJ anula as decisões do juiz: por 4 a 1, a Quinta Turma anulou todas as decisões do juiz Flávio Itabaiana, inclusive a prisão de Queiroz, por entender que o caso tinha de correr no Órgão Especial do TJ-RJ, por causa do foro de Flávio. Caíram os celulares apreendidos e os dados das quebras de sigilo: "na prática, o caso volta para a estaca zero" (CNN Brasil, 09/11/2021).
- 30/11/2021 — o STF confirma o foro: por 3 a 1, a Segunda Turma do STF manteve o foro especial de Flávio no caso, com os votos de Gilmar Mendes, de Kassio Nunes Marques, indicado por Jair, e de Ricardo Lewandowski. Vencido, Edson Fachin disse que "a prerrogativa de função não equivale a privilégio pessoal" (Poder360, 30/11/2021).
- 16/05/2022 — o arquivamento: o Órgão Especial do TJ-RJ arquivou a denúncia a pedido do procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, por causa da anulação das provas. O MP disse que o relatório do Coaf continuava válido e que a investigação podia ser reaberta (Gazeta de São Paulo, 16/05/2022).
- 14/11/2023 — o STJ nega a quebra de sigilo: a presidente do STJ, Maria Thereza de Assis Moura, rejeitou um recurso do MP que tentava obter a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio (CartaCapital, 14/11/2023).
- 06/03/2026 — as perguntas sem resposta: a assessoria de Flávio diz que as investigações são "prova irrefutável da honestidade" dele, mas o caso acabou com a anulação das provas, e ele nunca explicou a origem do dinheiro vivo com que pagou despesas e imóveis (Folha, 06/03/2026).
Como funcionava o esquema¶
Segundo o MPRJ, os ex-assessores que devolviam o salário se dividiam em três grupos, e Flávio usou ao menos R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema, somando imóveis, a loja de chocolates e despesas pessoais pagas em espécie (O Globo, 28/09/2020; Extra, 04/11/2020).
- O núcleo de Queiroz: 13 ex-assessores, entre parentes, vizinhos e amigos indicados por ele, depositaram R$ 2,06 milhões na conta de Queiroz em 11 anos, 69% em dinheiro vivo (O Globo, 28/09/2020). O Coaf já registrava transferências e depósitos da mulher dele, Márcia Oliveira de Aguiar, e das filhas, Nathália e Evelyn (Extra, 04/11/2020). A ex-assessora Luiza Souza Paes confessou que, por orientação de Queiroz, sacava o salário e depositava logo em seguida na conta dele; para a Promotoria, era um jeito de não ligar os repasses aos assessores (Folha, 26/12/2020).
- A família de Adriano da Nóbrega: Danielle Mendonça da Costa, então mulher do miliciano, e Raimunda Veras Magalhães, mãe dele, foram nomeadas no gabinete, e a denúncia trata Raimunda como "assessora fantasma" (Denúncia do MPRJ, 19/10/2020). Segundo o MP, cerca de R$ 400 mil de Adriano e da família chegaram a Queiroz, e Raimunda intermediou contatos entre os dois depois que o caso veio à tona (CNN Brasil, 20/06/2020).
- O núcleo de Resende: dez ex-assessores que moravam em Resende (RJ), nove deles parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, sacavam em dinheiro vivo quase todo o salário: seis tiraram mais de 90%, e três, mais de 70% (O Globo, 28/09/2020). O grupo ficou fora da denúncia porque não repassava a Queiroz; a suspeita era de que o dinheiro ia para Ana Cristina (Folha, 26/12/2020). Em 2021, o ex-assessor Marcelo Luiz Nogueira dos Santos contou que, entre 2003 e 2007, devolvia a ela cerca de 80% do salário: "Se eu não aceitasse, não teria emprego" (G1, 03/09/2021).
Queiroz escondido na casa do advogado de Flávio¶
Em 18/06/2020, Queiroz foi preso preventivamente na Operação Anjo, em Atibaia (SP), num imóvel do advogado Frederick Wassef, que defendia Flávio no caso. Segundo o delegado, o caseiro contou que Queiroz estava ali havia cerca de um ano. Em setembro de 2019, Wassef tinha dito na GloboNews que não sabia onde estava o ex-assessor.
- MPRJ prende Fabrício Queiroz – MPRJ, 18/06/2020: a Operação Anjo prendeu o operador da rachadinha e mirou mais quatro investigados no esquema.
- Queiroz foi preso em imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio – CNN Brasil, 18/06/2020: o advogado de Flávio, que em 2019 dizia não saber onde estava Queiroz, tinha o ex-assessor no próprio imóvel.
- Fabrício Queiroz: o que se sabe sobre a prisão em Atibaia – BBC News Brasil, 18/06/2020: como o operador da rachadinha foi achado no imóvel do advogado de Flávio.
- Queiroz estava na casa do advogado Wassef havia cerca de um ano, disse caseiro – G1, 18/06/2020: Wassef dizia na TV que não sabia onde estava Queiroz, que morava no imóvel dele havia cerca de um ano.
A loja de chocolates¶
Flávio era sócio de Alexandre Santini numa franquia da Kopenhagen no shopping Via Parque, na zona oeste do Rio. Para o MPRJ, a loja lavou até R$ 1,6 milhão da rachadinha: o shopping registrou faturamento de R$ 4,9 milhões entre 2015 e 2018, mas a conta da loja recebeu R$ 6,5 milhões. Os depósitos em dinheiro vivo eram desproporcionais aos de negócios semelhantes, não subiam na Páscoa, como os pagamentos com cartão, e coincidiam com as datas em que Queiroz recolhia parte dos salários dos assessores. O MP suspeitava que Santini fosse laranja de Flávio. Em 2023, numa ação contra o ex-sócio, o próprio Santini disse que Flávio pôs R$ 200 mil em dinheiro vivo na empresa em 2015 e recebeu R$ 619 mil em espécie como lucro, que, segundo o MP, ele nunca informou à Receita. Flávio entregou a franquia ao grupo dono da marca em fevereiro de 2021.
- Flávio Bolsonaro entrega loja de chocolates investigada no caso da 'rachadinha' – Folhapress, via Folha de Pernambuco, 04/02/2021: Flávio largou a loja em que, segundo o MP, o dinheiro vivo entrava nas datas em que Queiroz recolhia os salários.
- Caso da rachadinha de Flávio Bolsonaro foi encerrado com perguntas não respondidas – Folha, 06/03/2026: a conta da loja recebeu R$ 1,6 milhão a mais do que o faturamento registrado pelo shopping, e o dinheiro vivo não seguia a Páscoa.
- Ex-sócio denuncia que Flávio Bolsonaro obteve R$ 619 mil em espécie – O Cafezinho, 11/11/2023: segundo reportagem do Valor, o sócio que o MP via como laranja disse à Justiça que Flávio pôs R$ 200 mil em dinheiro vivo na loja e tirou R$ 619 mil em espécie.
O dinheiro vivo sem explicação¶
Segundo a Folha, o caso foi encerrado sem resposta para estas perguntas, levantadas pela investigação do MPRJ (Folha, 06/03/2026):
- As despesas: Flávio pagava com dinheiro vivo impostos, móveis, passagens aéreas, plano de saúde e a escola das filhas, sem saques que cobrissem esses gastos e, até 2014, sem renda declarada fora do mandato.
- Os imóveis: entre 2007 e 2009, ele comprou 12 salas comerciais na Barra por R$ 297 mil, pagos quase todos em dinheiro vivo. Em 2012, comprou dois apartamentos em Copacabana por R$ 310 mil, 30% abaixo do que os vendedores tinham pago um ano antes, e no mesmo dia o corretor da venda depositou R$ 638 mil em espécie na própria conta. Para o MP, foi pagamento por fora. Em 2014, Flávio revendeu os dois por R$ 1,12 milhão.
- O dinheiro de Queiroz para a mulher de Flávio: Queiroz depositou R$ 25 mil em dinheiro vivo na conta de Fernanda Bolsonaro dias antes da entrada de um imóvel. Meses depois, às vésperas da segunda parcela, entrou na conta dela outro depósito em espécie, de R$ 20 mil.
- O cofre com Carlos: Flávio e o irmão Carlos Bolsonaro mantiveram por 12 anos um cofre no Banco do Brasil, sem declarar à Justiça Eleitoral nenhum valor guardado ali, e as datas de acesso coincidem com operações imobiliárias da família, entre elas a compra dos apartamentos de Copacabana.
Patrimônio: 370% em oito anos¶
O patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro ao TSE cresceu 370% entre 2018 e 2026, de R$ 1,74 milhão para R$ 8,18 milhões, ou 211% descontada a inflação. Cerca de três quartos do total são uma mansão de R$ 6,2 milhões no Lago Sul, em Brasília, com 1,1 mil m² de área construída num terreno de 2,4 mil m², quatro suítes, academia, spa, piscina e espaço gourmet.
Flávio comprou a casa em 2021 com entrada de R$ 2,87 milhões e R$ 3,1 milhões financiados em 30 anos pelo BRB, o banco público do Distrito Federal, e quitou a dívida em 2024, 27 anos antes do prazo. Disse que pagou com a venda do seu imóvel no Rio e da franquia de chocolates investigada na rachadinha. Na época, parlamentares do PT questionaram se a renda do casal bastava para o financiamento: pela simulação da BBC no site do BRB, era preciso ter renda líquida de pelo menos R$ 46,4 mil. Os negócios imobiliários de Flávio estavam no centro da rachadinha, em que o MPRJ apontou ao menos R$ 892,6 mil em dinheiro vivo do esquema usados em imóveis.
- Patrimônio declarado de Flávio sobe 211% em termos reais desde 2018 – Poder360, 13/08/2026: mesmo descontada a inflação, o patrimônio declarado de Flávio mais que triplicou em oito anos.
- Flávio Bolsonaro quitou mansão de R$ 6 milhões em apenas três anos – Brasil 247, 14/08/2026: o financiamento de 30 anos no BRB quitado em três e os R$ 892,6 mil em dinheiro vivo da rachadinha que o MPRJ apontou nos negócios imobiliários de Flávio.
- Quatro perguntas sobre a nova mansão de Flávio Bolsonaro e o caso da rachadinha – BBC News Brasil, via Correio Braziliense, 02/03/2021: pela simulação no site do BRB, o financiamento de Flávio exigia renda líquida de pelo menos R$ 46,4 mil.
A foto com Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”¶
Em julho de 2026, veículos publicaram uma foto atribuída a 2022 que mostra Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, em um hotel no Rio. Flávio disse que a foto era manipulação por inteligência artificial e negou conhecê-lo, mas uma checagem do UOL concluiu que a imagem não era montagem.
“Sicário” significa “matador de aluguel” em espanhol e era o apelido atribuído a Mourão por Daniel Vorcaro. A investigação da PF o apontou como coordenador de um núcleo ligado a vigilância, intimidação e práticas violentas contra desafetos de Vorcaro. A PRF, em comunicado sobre a prisão, informou que as investigações o situavam numa “milícia de intimidação privada” que perseguia e intimidava empregados e jornalistas. A foto de Flávio ao lado de Mourão é, portanto, um registro de sua proximidade com personagem investigado por coordenar esse núcleo.
- Foto e resposta de Flávio — CNN Brasil: Flávio disse que a foto com o "Sicário" era manipulação por inteligência artificial, versão que a checagem do UOL derrubou.
- Checagem da autenticidade da foto — UOL Confere: a checagem concluiu que a foto de Flávio com o "Sicário" não era montagem.
- PRF: investigação sobre a milícia privada de intimidação: o "Sicário" era investigado por comandar a "milícia de intimidação privada" de Vorcaro contra empregados e jornalistas.
- Investigação da PF sobre o núcleo de intimidação — DW Brasil: o que a PF apurou sobre o núcleo de vigilância e intimidação de Vorcaro coordenado pelo "Sicário".
Entorno político no Rio: Zargun, Unha e Carne e Anomalia¶
Entre 2025 e 2026, operações da Polícia Federal no Rio atingiram aliados e nomes do projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro. A Operação Zargun, de setembro de 2025, apurou tráfico de armas e de drogas, corrupção e ligação com o Comando Vermelho. A Unha e Carne investigou lavagem de dinheiro, uma rede de postos de combustíveis e o vazamento da Zargun. A Anomalia, em março de 2026, mirava venda de influência para favorecer o tráfico.
São inquéritos à parte do Caso Banco Master e do filme Dark Horse: aqui, a suspeita é de ligação de aliados de Flávio com o Comando Vermelho, a facção que ele foi pedir aos EUA para tratar como terrorista.
TH Joias¶
Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, assumiu mandato de deputado estadual na Alerj em 2024 e foi preso em setembro de 2025 na Operação Zargun. Em setembro de 2026, o TRF-2 aceitou denúncia do MPF e o tornou réu por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, contrabando e corrupção ativa, mantendo a prisão preventiva e determinando transferência para penitenciária federal. Reportagens o situam no entorno político de Flávio no Rio; a ligação investigada pela PF é com o Comando Vermelho, não com o caso Master.
- TH Joias virou réu por envolvimento com o CV — Agência Brasil: o ex-deputado virou réu por organização criminosa, tráfico e comércio ilegal de armas, por envolvimento com o Comando Vermelho.
- Justiça federal transformou TH Joias e mais cinco em réus — Folha: TH Joias e mais cinco, entre eles o ex-secretário Carracena, viraram réus no esquema com o Comando Vermelho.
Márcio Canella¶
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi indicado por Flávio Bolsonaro como pré-candidato ao Senado em sua chapa no Rio. Na sexta fase da Operação Unha e Carne, foi alvo de busca e apreensão e preso em flagrante depois de a PF encontrar um fuzil calibre .556 em seu carro. Alexandre de Moraes determinou sua soltura três dias depois. Em agosto, Canella trocou a disputa do Senado por uma vaga na Alerj e foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio. Em 15/10/2026, foi preso de novo, por ordem de Moraes, na oitava fase da Unha e Carne, que apura lavagem de dinheiro num esquema que, segundo o Coaf, movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos.
- Márcio Canella, aliado de Flávio, é preso pela PF – Revista Fórum, 15/10/2026: o escolhido de Flávio para o Senado voltou a ser preso a dez dias do segundo turno, por lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.
- PF: sexta fase da Operação Unha e Carne: a fase da operação contra lavagem em postos de combustíveis que pegou o candidato de Flávio ao Senado.
- Canella, indicado por Flávio ao Senado, foi alvo e preso em flagrante — Folha: o indicado de Flávio ao Senado foi preso em flagrante com um fuzil no carro.
- Decisão que revogou a prisão de Canella — CNN Brasil: três dias depois, Moraes, que a direita acusa de perseguir bolsonaristas, mandou soltar o aliado de Flávio.
Rodrigo Bacellar¶
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, era o nome do grupo de Flávio Bolsonaro para disputar o governo do Rio. Ele foi preso na Operação Unha e Carne, desdobramento da Zargun, e voltou a ser alvo da PF em fases seguintes. Relatório da PF concluiu que Bacellar teria avisado TH Joias, na véspera da Zargun, sobre a deflagração da operação; a Agência Brasil registrou que a acusação de vazamento levou à prisão de Bacellar três meses depois da prisão de TH Joias.
- PF apontou aviso de Bacellar a TH Joias sobre a Zargun — G1: segundo a PF, o nome do grupo de Flávio para o governo do Rio teria avisado TH Joias, na véspera, da operação contra o Comando Vermelho.
- Prisão de TH Joias e desdobramento que atingiu Bacellar — Agência Brasil: a acusação de vazar a operação levou Bacellar à prisão.
- Bacellar voltou a ser alvo da PF — CNN Brasil: Bacellar voltou a ser alvo numa nova fase sobre a ligação de políticos com o Comando Vermelho.
- Operações atingiram opções de Flávio para a chapa no Rio — UOL: as operações da PF derrubaram as opções de Flávio para a chapa no Rio.
Alessandro Pitombeira Carracena¶
Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e Lazer no governo Cláudio Castro, foi preso em 2025 na mesma ofensiva que prendeu TH Joias e voltou a ser alvo de mandado na Operação Anomalia, em março de 2026. A PF o acusa de associação criminosa e de venda de influência para favorecer o tráfico, inclusive com alegado recebimento de valores ligados ao Comando Vermelho. A Folha o listou entre os réus da denúncia do MPF na Zargun, ao lado de TH Joias.
Veículos ligaram Carracena ao grupo de Flávio Bolsonaro no governo do Rio, em especial a Gutemberg Fonseca, secretário indicado pelo senador. Flávio negou ter indicado Carracena, mas admitiu ao Extra que quem o apresentou foi Gutemberg, o secretário que ele próprio indicou.
- PF prendeu delegado e ex-secretário na Operação Anomalia — Extra: a PF prendeu Carracena e um delegado por venda de influência para favorecer o tráfico.
- Quem é Alessandro Carracena — O Globo: do primeiro escalão do governo Cláudio Castro à prisão.
- Carracena entre os réus da Zargun — Folha: Carracena é réu na Zargun ao lado de TH Joias.
Caso Banco Master e o filme Dark Horse¶
Flávio Bolsonaro é investigado no STF no inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro centrada na campanha de 2018 e no atentado a faca. Em maio de 2026, áudios divulgados mostraram Flávio pedindo a Daniel Vorcaro recursos para a produção. Em setembro, a investigação veio a público: segundo a Agência Brasil, a PF pediu e a PGR concordou com sua inclusão como investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O relator do inquérito é André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
A PF identificou o uso de uma estrutura financeira internacional, com remessas de valores milionários para fundos nos Estados Unidos — o contrato previa cerca de US$ 24 milhões. A investigação também aponta o deputado federal Eduardo Bolsonaro como responsável pela gestão dos recursos do projeto nos EUA.
Em outubro de 2026, segundo o g1, a PF apontou uma divergência "severa" entre os mais de US$ 12 milhões que a Entre Investimentos, ligada a Vorcaro, mandou para o fundo nos Estados Unidos e os US$ 2,8 milhões que entraram no Brasil. Para a PF, o projeto pode ter "servido como narrativa de cobertura para a ocultação, simulação e desvio de recursos". Na véspera, na entrevista à Globo, Flávio tinha dito que a produtora prestou contas do filme, o que não é verdade, segundo o Aos Fatos.
- Dark Horse: PF identifica "severa" divergência milionária – Brasil 247, 17/10/2026: mais de US$ 9 milhões mandados ao exterior não aparecem na entrada do dinheiro no Brasil.
- Checamos a entrevista de Flávio Bolsonaro à TV Globo – Aos Fatos, 16/10/2026: Flávio mentiu sobre a prestação de contas do filme e sobre a PF ter confirmado o áudio da Veja contra Lula.
- "Dark Horse da Shopee": 2º filme sobre Bolsonaro teve convite a Vorcaro e é alvo da Ancine – Agência Pública, 20/10/2026: o documentário A Colisão dos Destinos declarou à Ancine um custo de R$ 4,5 mil, mas entidades ligadas a ele receberam R$ 1,5 milhão, entre emendas de Mario Frias, Marcos Pollon e Eduardo Bolsonaro e pagamentos do PL. Frias, produtor executivo, convidou Vorcaro em 2025 para uma sessão particular com Flávio e Jair. A Ancine abriu uma diligência sobre o valor.
- Coach de Flávio Bolsonaro, Marçal defendeu Master a pedido de Vorcaro – ICL Notícias, 20/10/2026: em abril de 2025, Vorcaro mandou a diretora de marketing do banco "entrar no circuito" de Pablo Marçal, que postava a favor da venda do Master ao BRB, e orientou: "Tenta fazer ele falar de concentracao bancaria e nao especificamente do banco". Menos de dois meses depois, segundo o Valor, Marçal voou para Nova York num jato pago por empresa ligada a Vorcaro. Hoje Marçal orienta Flávio na campanha.
- Equipe que atuou contra o BC para Vorcaro também monitorava redes para Flávio Bolsonaro – ICL Notícias, 11/09/2026: nos documentos da PF, o homem que recrutava influenciadores para a campanha de Vorcaro contra o Banco Central escreveu: "Estamos fazendo monitoramento das redes pro Flavio Bolsonaro também". O material não mostra que Flávio participou da campanha do Master nem que Vorcaro pagou o trabalho feito para ele.
Operação Make Up e emendas parlamentares¶
Uma segunda frente de apuração, sob relatoria do ministro Flávio Dino, investiga o suposto desvio de emendas parlamentares para a produtora do filme, a Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama. Em 10 de setembro de 2026, a PF deflagrou a Operação Make Up, com 49 mandados de busca e apreensão. O deputado federal Mário Frias (PL-SP), que atuou como roteirista e produtor-executivo do longa, foi o principal alvo — os crimes investigados incluem peculato, falsidade documental e organização criminosa.
Segundo a PF, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, recebeu R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias. A CGU identificou que os serviços contratados com esses recursos não foram prestados conforme o previsto, e a PF rastreou transferências que conectam as verbas ao financiamento do filme. Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu sete armas de fogo de Frias, incluindo um fuzil, em endereço não informado às autoridades, o que abriu apuração separada sobre porte ilegal.
- Áudios de Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro — CNN Brasil: no áudio, Flávio cobra de Vorcaro dinheiro para o filme sobre o pai: "eu fico sem graça de ficar te cobrando".
- Investigação sobre Dark Horse e inclusão de Flávio como investigado — Agência Brasil: Flávio é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme.
- Operação Make Up: PF mira Mário Frias por desvio de emendas para o filme — CNN Brasil: o produtor do filme, Mário Frias, é alvo da PF por suspeita de desviar emendas para a produtora.
- Detalhes da Operação Make Up e apreensão de armas de Frias — G1: a PF apreendeu sete armas de Frias, entre elas um fuzil, num endereço que ele não tinha informado às autoridades.
- Página do acervo sobre o Caso Banco Master: Vorcaro, o Banco Central de Campos Neto e o dinheiro para o filme sobre Bolsonaro.
Calúnia contra Lula nas redes¶
Em junho de 2026, a Polícia Federal concluiu, em relatório enviado ao STF, que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula em publicação feita no X em 3 de janeiro. O inquérito apurou postagens que associavam o presidente a crimes sem apresentar prova.
- PF conclui inquérito sobre calúnia contra Lula — Agência Brasil: a PF concluiu que Flávio caluniou Lula ao ligá-lo a crimes sem nenhuma prova.
- Moraes determina oitiva de Flávio no inquérito — Agência Brasil: o inquérito da calúnia avançou, e Moraes mandou a PF ouvir Flávio.
Willer Tomaz¶
O advogado Willer Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro e integrou, com Flávio e Frederick Wassef, o grupo informal apelidado de “WWF” durante o governo Jair Bolsonaro, segundo reportagem do UOL. Wassef é o mesmo advogado em cujo imóvel de Atibaia Fabrício Queiroz foi preso em 2020. Em 2017, Tomaz foi preso preventivamente na Operação Patmos; a prisão foi trocada por medidas cautelares.
Em agosto de 2026, o STF autorizou busca e apreensão e o afastamento do sigilo de dados telefônicos de Tomaz em uma fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
- Relação de amizade entre Willer, Flávio e Wassef — UOL: o "WWF": Willer, Wassef e Flávio, o grupo informal de amigos do governo Bolsonaro.
- STF revogou prisão preventiva na Operação Patmos em 2017: o amigo de Flávio já tinha sido preso preventivamente na Operação Patmos, em 2017.
- STF autorizou medidas contra Willer na Operação Sem Desconto: o STF autorizou buscas e quebra de sigilo contra o amigo de Flávio na investigação da fraude do INSS.
- Revelando: Fábio Porchat expõe rede de "laranjas" ligada a Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz – ICL Notícias, 20/10/2026: no episódio "República dos Laranjas", Porchat volta ao caso Master para incluir Willer, que, segundo ele, "tinha dinheiro escondido dentro de livro e movimentou cinco bilhões de reais em site de aposta", e mostra que, nas palavras dele, "as empresas são da doméstica, as contas são de offshore e as casas são de outra empresa". Depois do primeiro episódio dele, sobre o Master, a Meta tirou a conta da série do ar no Instagram por algumas horas (ver Big techs na eleição de 2026).
Os voos pagos pela dona de uma bet¶
Segundo a Folha, a Cathedral Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, que tem Willer Tomaz entre os sócios e é ligada à bet Rede Loto, contratou voos de jato executivo usados por Flávio na Europa em 2025, entre Portugal e França. A reportagem saiu em 15/10/2026, dois meses depois de o STF autorizar buscas contra Willer na investigação da fraude do INSS.
- Empresa de investigado por fraude no INSS pagou voos de Flávio, diz jornal – Poder360, 16/10/2026: os trechos entre Lisboa, Cascais, Nice e Paris contratados pela empresa ligada à bet.
O voo no jato ligado a Vorcaro¶
Meses antes de a revista Piauí revelar o voo, Flávio afirmou: "Nunca entrei em avião do Vorcaro". Em 19/01/2025, ele, a mulher, as duas filhas e Willer Tomaz voaram de Fort Lauderdale, na Flórida, para Brasília num Legacy 650 dividido em três cotas. Uma era de Tomaz, outra de Laércio Cosentino, fundador da Totvs, e a terceira da Prime You, empresa que tinha Vorcaro como sócio e que também operava o avião. Em agosto de 2025, o mesmo jato levou Alexandre de Moraes, e Flávio usou o vídeo do desembarque do ministro para atacá-lo. Depois da revelação, mudou a versão: "Ainda bem que na época o avião era de Willer".
- “Nunca entrei em avião de Vorcaro”, disse Flávio há três meses – CNN, 24/09/2026: a negativa, gravada ao lado da mulher, que viajou com ele no jato.
- Flávio viajou em jatinho ligado a Vorcaro e criticou Moraes pelo uso da mesma aeronave – CartaCapital, 24/09/2026: as cotas do avião, o voo da família e o ataque a Moraes pelo jato em que o próprio Flávio tinha voado sete meses antes.
O apartamento do cunhado de Vorcaro¶
Na primeira quinzena de agosto de 2026, Flávio usou como base de campanha em São Paulo um apartamento no edifício l'Adresse, na Vila Nova Conceição, que tinha sido de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Zettel era "interposta pessoa" do banqueiro. Ali Flávio se reuniu com a equipe, gravou vídeos para o horário eleitoral e participou de podcasts, com policiais legislativos à paisana fazendo varreduras no prédio. Zettel comprou o imóvel por R$ 5,5 milhões em abril de 2025 e o vendeu em fevereiro de 2026, com perda de R$ 2 milhões, à empresa de Willer Tomaz. A escritura foi registrada em 04/03/2026, dia em que Zettel foi preso na Operação Compliance Zero. Quando moradores pediram as imagens das câmeras, ouviram que as gravações tinham sido "apagadas acidentalmente", e o síndico não explicou. A assessoria de Flávio disse que ele só se hospedou em hotéis e não respondeu que uso fez do apartamento. Willer primeiro negou que Flávio tivesse usado o imóvel e depois, em nota, não falou dele.
- Flávio usou imóvel que pertenceu a cunhado de Vorcaro durante campanha – Brasil 247, 16/09/2026: a revelação da revista piauí, com a compra e a venda com prejuízo, a escritura registrada no dia da prisão de Zettel e as versões que não batem.
- Flávio fez campanha em imóvel que foi de cunhado e operador de Vorcaro – DCM, 16/09/2026: as imagens apagadas, o silêncio do síndico e o relatório da PF que dá como "cabalmente constatado" que Zettel era interposta pessoa de Vorcaro.
- Flávio usou apartamento que foi de cunhado de Vorcaro durante campanha em SP – UOL, 17/09/2026: no vídeo, Daniela Lima detalha a reportagem e lembra que Willer Tomaz é tratado em Brasília como "uma espécie de sócio" de Flávio.
A mentira da Smartmatic¶
Em 21/07/2026, num encontro com diplomatas, Flávio disse que "muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa", a Smartmatic, citada em documentos da CIA sobre a Venezuela. É a mesma campanha contra as urnas pela qual o pai foi condenado. O TSE desmente isso desde 2017: a Smartmatic nunca forneceu nem programou urnas brasileiras e perdeu para a Positivo a licitação de 2020.
- TSE reforça que empresa venezuelana não forneceu urnas ao Brasil – Agência Brasil, 22/07/2026: a fala de Flávio, a resposta do TSE e o documento da CIA, que não concluiu que houve fraude na Venezuela.
- É falso que Smartmatic desenvolveu as urnas eletrônicas brasileiras – Aos Fatos, 24/07/2026: a urna brasileira é de 1996, e a Smartmatic só foi fundada em 2000.
- A mentira da fraude nas urnas: a campanha de Bolsonaro contra as urnas desde 2021.
Articulação com o governo Trump¶
Em maio de 2026, Flávio foi a Washington e pediu que o governo de Donald Trump classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Depois do anúncio americano, ele agradeceu a Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio e afirmou que o pedido havia sido atendido. É o mesmo rótulo de "narcoterrorismo" que os EUA usaram para bombardear barcos no Caribe sem provas e para atacar a Venezuela (ver Maduro e a Venezuela).
- Visita de Flávio a Washington e pedido de classificação ao governo Trump — Reuters, via UOL: Flávio pediu ao governo Trump que tratasse o PCC e o Comando Vermelho como terroristas e comemorou quando foi atendido.
- Trump designa as maiores facções do Brasil como terroristas – Courthouse News, 29/05/2026: Flávio foi recebido por Trump na Casa Branca e atribuiu a designação ao próprio lobby, enquanto o governo Lula alertou que medidas unilaterais, não negociadas, podem pôr vidas inocentes em risco e criticou a família Bolsonaro por buscar os EUA para interferir na segurança pública do Brasil.
- Repercussão da designação e da atuação de Flávio nos Estados Unidos — Associated Press: a designação que Flávio foi pedir em Washington, vista pela imprensa americana.
O Brasil "do Senhor Jesus Cristo"¶
- 23/08/2026 — a promessa: "quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", disse Flávio no vídeo em que justificou a ausência no debate da Band (Poder360, 23/08/2026). A Constituição proíbe o Estado de estabelecer cultos ou igrejas (Constituição Federal, art. 19).
- 2024 — batizado pelo bispo que quer "destronar" Aparecida: Flávio e a mulher foram batizados na Comunidade das Nações, do bispo JB Carvalho. Num livro de 2001, Carvalho escreveu que "o feriado de 12 de outubro é ilegal" e cobrou da Câmara e do Senado que "no Brasil não tenhamos mais Aparecida como nossa padroeira" (Revista Fórum, 27/09/2026).
O projeto de um ex-assessor de Jair contra a padroeira e a ordem de Mendonça derrubada por Dino estão em Bolsonarismo contra o Estado laico.
O ajuste escondido nas aposentadorias, na saúde e na educação¶
Para empresários e para o mercado, a equipe de Flávio apresentou um ajuste que tira das aposentadorias e do BPC o ganho real do salário mínimo e acaba com os pisos da saúde e da educação. Para o eleitor, Flávio chama isso de "fake news do PT". Segundo a Folha, que revelou o plano duas vezes, em abril e em outubro, a divulgação foi abortada para não dar a Lula "munição" junto aos aposentados.
- 14/09/2020 — a receita de Guedes: o secretário especial de Fazenda de Paulo Guedes, Waldery Rodrigues, disse ao G1 que a equipe econômica queria congelar por dois anos as aposentadorias e pensões, desvinculando os reajustes do salário mínimo: "Não haveria redução, haveria manutenção" (CUT, 14/09/2020). No dia seguinte, Jair Bolsonaro desistiu do Renda Brasil e jurou que "jamais" congelaria aposentadorias (Congresso em Foco, 15/09/2020). Mesmo assim, o salário mínimo teve só 1,2% de ganho real nos quatro anos dele, contra 11,8% no Lula 3 (Comparação Bolsonaro x Lula 3).
- 21/04/2026 — o plano que a campanha escondeu: segundo a Folha, a equipe do programa econômico de Flávio considerava um ajuste de dois pontos do PIB com três medidas: tirar a saúde e a educação dos pisos constitucionais e separar o aumento real do salário mínimo dos reajustes do piso da Previdência e do BPC, que passariam a ser corrigidos só pela inflação. O anúncio do esboço do plano, previsto para o fim de março, "foi abortado", porque a equipe considerava que a divulgação "daria munição política ao petista, que poderia falar em perdas aos aposentados e em redução de verbas para a saúde e a educação". A assessoria negou, e a Folha manteve a reportagem, "confirmado com assessores da campanha e empresários que estiveram com membros de sua equipe" (Folha, 21/04/2026; Vermelho, 22/04/2026).
- 23/04/2026 — "fake news": Flávio compartilhou a reportagem com o carimbo de "fake news", chamou-a de "furada" e disse que nunca tinha tratado do tema com a equipe (Bahia Notícias, 23/04/2026). Seis meses depois, a Folha revelou o mesmo pacote, já levado ao mercado.
- 07/10/2026 — o pacote de R$ 250 bilhões, apresentado ao mercado: segundo a Folha, o "núcleo do plano" da equipe de Flávio continua sendo desvincular os reajustes da Previdência e do BPC dos ganhos reais do salário mínimo, limitando-os ao INPC, e acabar com os pisos da saúde e da educação, num ajuste de cerca de 2% do PIB. As propostas foram apresentadas por interlocutores da campanha a empresários e ao mercado financeiro ao longo do ano, e o assessor econômico Luiz Felipe Trevisan levou ao Eurasia Group, em setembro, uma "Super PEC da Transição" para votar o pacote entre a eleição e a posse. O programa é abastecido pelo "Projeto Brasil" de Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do governo Jair, que, como advogado, visita com frequência o ex-presidente preso. Cerca de 70% dos 41 milhões de benefícios do INSS são de um salário mínimo (Folha, 07/10/2026; ICL Notícias, 08/10/2026).
- 07/10/2026 — a campanha não negou as conversas: na resposta à Folha, a assessoria não desmentiu que as propostas tenham sido levadas a empresários e ao mercado. Disse que "conversas informais, interpretação de terceiros ou especulação" não são "posição oficial" e que as medidas não constam do plano de governo. Segundo o jornal, esse plano "é vago e ocupa poucas linhas" na área fiscal, e a campanha "baixou o tom das declarações para evitar dar munição à oposição", depois de Flávio prometer um "tesourão" e de o coordenador Rogério Marinho dizer que as reformas da Previdência e trabalhista seriam "revisitadas" (Folha, 07/10/2026).
- 08/10/2026 — Mendonça cala o alerta sem ouvir o outro lado: a pedido de Flávio, André Mendonça, indicado por Jair ao STF e vice-presidente do TSE, deu três horas para André Janones e Lindbergh Farias tirarem do ar o vídeo de 11/09 em que alertavam, entre outras medidas, para a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo. Escreveu que "não se identifica, contudo, elemento concreto que demonstre a existência de semelhante iniciativa". A decisão saiu antes de os deputados serem ouvidos, admite que a análise foi feita "a partir dos elementos apresentados" e não cita nenhuma das duas reportagens da Folha, nem a de abril nem a publicada na véspera (decisão do TSE, Representação 0602693-88.2026.6.00.0000; Poder360, 09/10/2026).
- 08/10/2026 — chama de "fake news do PT" uma reportagem da Folha: depois de receber o apoio do Podemos, Flávio pediu ao aposentado que não caísse "nessa fake news do PT" e prometeu reajuste acima da inflação (Jornal do Comércio, 08/10/2026). A informação não veio do PT: veio da Folha, pela segunda vez no ano, a partir do que a própria equipe dele levou a empresários e ao mercado.
- 19/10/2026 — prazo para sair do Bolsa Família: a assessora econômica de Flávio, Daniella Marques, disse que os beneficiários teriam até dois anos para provar que arrumaram emprego ou abriram um negócio, sem dizer como o prazo seria contado nem quem seria desligado, e depois tentou amenizar nas redes. Hoje quem passa a ganhar mais continua recebendo metade do benefício por até 12 meses, e 5,1 milhões de beneficiários saíram do programa desde 2023 porque a renda da família subiu (Brasil de Fato, 19/10/2026).
- 20/10/2026 — o economista contra o piso do frete: Alexandre Messa, que entrou em agosto na equipe que faz o programa econômico de Flávio, aprovou com um "De acordo", em 15/06/2020, quando era subsecretário no Ministério da Economia de Paulo Guedes, o parecer contra o piso mínimo do frete dos caminhoneiros, que dizia que "o posicionamento desta Secretaria sempre foi contrário" ao tabelamento (ICL Notícias, 20/10/2026).
Contra Lula no segundo turno¶
O que cada fato repete das eleições anteriores está em O roteiro da direita nas eleições, e o segundo turno dia a dia, em Eleições 2026.
- 11/10/2026 — o canal pró-Lula fora do ar: a pedido da campanha de Flávio, Nunes Marques, presidente do TSE, tirou do ar o "Exército do Lula", canal de André Janones no WhatsApp com 3,3 milhões de seguidores (CartaCapital, 11/10/2026). O canal pró-Flávio, registrado pela campanha dele, não sofreu restrição igual.
- 14/10/2026 — o pedido de cassação de Lula: Flávio pediu ao TSE a cassação da chapa de Lula e Alckmin e a inelegibilidade de 54 dirigentes de sindicatos, da UNE e do MST, com base na frase de um dirigente sindical num evento (Revista Fórum, 15/10/2026). O corregedor do TSE negou as medidas urgentes e registrou que 37 dos 54 nem eram citados nos fatos (Congresso em Foco, 16/10/2026).
- 14/10/2026 — o voto a favor da 6x1, com ressalva: Flávio votou à distância pelo fim da escala 6x1, "mesmo defendendo um modelo alternativo", e não foi à promulgação. Segundo O Tempo, aliados dele querem retomar a discussão no ano que vem para "analisar um regime por horas trabalhadas, com negociação direta entre trabalhador e empregador" (O Tempo, 16/10/2026). A emenda está em Políticas Públicas.
- 16/10/2026 — R$ 600 mil para a empresa que vendia manipulação: a campanha de Flávio declarou ter pago R$ 600 mil à Elytron, que nos Estados Unidos, segundo documentos obtidos pelo Intercept, oferecia criar contas falsas, espalhar desinformação e produzir deepfakes. O Intercept não achou prova de que o sistema tenha sido usado no Brasil, e a campanha diz ter contratado segurança da informação (Intercept, 16/10/2026; GGN, 16/10/2026).
- 16/10/2026 — o almoço na Globo e as mentiras no Jornal Nacional: horas antes da entrevista, Flávio almoçou com a cúpula da TV Globo, o que Lula não fez (Brasil 247, 16/10/2026). Na entrevista, disse que a PF tinha confirmado o áudio da Veja contra Lula, o que "não é verdade", e o Aos Fatos apontou ainda como falsas as afirmações sobre recordes de crimes e de falências no governo Lula (Aos Fatos, 16/10/2026).
- 18/10/2026 — o míssil na Paulista: no ato de Flávio na avenida Paulista, manifestantes ergueram um míssil com a inscrição "Trump nuke Brazil", um pedido para que Trump ataque o Brasil com armas nucleares (Brasil de Fato, 18/10/2026). No mesmo ato, Nikolas Ferreira defendeu que Flávio indique cinco ministros ao STF e ligou a proposta ao impeachment de Moraes (Brasil de Fato, 18/10/2026).
- 18/10/2026 — as mentiras no debate da Band: segundo o Aos Fatos, Flávio negou ter escritório com o Careca do INSS, o que os dados desmentem, disse que Mendonça prendeu Vorcaro, o que não é correto, e repetiu a informação distorcida de que 73% dos presos votaram em Lula. Também são falsos os R$ 7 bilhões em viagens de Lula e Janja, o recorde de empresas fechadas e a explosão da criminalidade. E Lula acertou: em 2009, Flávio foi o único deputado da Alerj a votar contra a ampliação da licença-maternidade (Aos Fatos, 18/10/2026). Sobre Ana Clara, ele não respondeu.
- 19/10/2026 — Mendonça manda apagar a crítica ao trabalho por hora: a pedido de Flávio, André Mendonça, vice-presidente do TSE, mandou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) apagar o post em que ela criticava a proposta do PL de pagamento por hora trabalhada (Brasil de Fato, 20/10/2026). Três dias antes, aliados de Flávio tinham dito que querem "analisar um regime por horas trabalhadas" (ver 14/10).
- 20/10/2026 — o desafio dos sigilos: Lula entregou ao TSE a autorização para quebrar os sigilos bancário e telefônico dele, de Janja e dos filhos, e cobrou o mesmo de Flávio, da família dele e de Jair (Brasil 247, 20/10/2026).
- 20/10/2026 — o filho de Brazão no adesivaço: ver Emenda pedida por condenado no caso Marielle.
Ver também¶
- Mortes suspeitas: Adriano da Nóbrega: a morte do miliciano que Flávio homenageou.
- Caso Banco Master: o dinheiro de Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro.
- Jair Bolsonaro: os processos e as mentiras do pai.
- Bolsonarismo contra o Estado laico: do "Estado é cristão" de Jair ao Brasil "do Senhor Jesus Cristo" de Flávio.