Pular para conteúdo

Caso Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula, e a lobista Roberta Luchsinger são investigados no STF por suspeita de tráfico de influência. Não são réus e não há denúncia. A PF só deve concluir a investigação no fim de 2026.

Os três inquéritos

Não há sociedade registrada

Fragilidades da acusação

Pesca probatória: o "acaso" que já estava no radar

O que ainda precisa ser explicado

Vazamentos e uso eleitoral

Relator da CPMI virou vice de Flávio

Relatoria de André Mendonça

  • Quem é André Mendonça: o relator de dois dos inquéritos contra o filho de Lula foi advogado-geral da União e ministro da Justiça de Bolsonaro, que o indicou ao STF.
  • Mendonça deve segurar decisão sobre envio do caso Lulinha à 1ª instância – CNN, 26/08/2026: a PGR pediu que o caso descesse para a 1ª instância, mas Mendonça "indica não ter pressa para despachar" e tende a manter com ele, em plena campanha, os inquéritos sobre o filho do presidente.
  • Fachin suspende investigações do INSS e do Master – Poder360, 12/09/2026: o presidente do STF deixou suspensos na Presidência os inquéritos do Master e do INSS relatados por Mendonça, até o julgamento de 15/09.
  • Decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF – STF, 08/09/2026 (PDF): a 26 dias da eleição, o relator indicado por Bolsonaro afastou o chefe da PF depois que relatórios de inteligência da corporação analisaram a atuação dele como relator, inclusive nas medidas contra Roberta. A AGU pediu a Fachin a volta de Andrei Rodrigues: a decisão "afronta as prerrogativas da Presidência da República para nomear e demitir livremente o diretor-geral da PF" (Poder360, 08/09/2026).
  • A mesma decisão, itens 33 e 34 (PDF): até a inteligência da PF pôs em dúvida as medidas contra Roberta, de cujo celular saíram as mensagens do caso Lulinha. Um dos relatórios se propunha a verificar se elas "observam, de forma consistente, o critério de graduação que a própria representação enunciou" e a "registrar riscos de integridade identificados no processo decisório". Para Mendonça, o texto traz considerações "mais elaboradas do que aquelas apresentadas pela própria defesa técnica da investigada". A decisão não transcreve as conclusões.
  • Linha do tempo da crise no STF: a crise de setembro de 2026 e as decisões dele no caso do INSS.
  • Defesa de Moraes, com o relatório de inteligência da PF – Poder360, 15/09/2026: segundo a PF, Mendonça viu ACM Neto, candidato ao governo da Bahia, agindo "dentro dos limites do permitido" num caso que "guarda similaridade relevante" com o de Lulinha, o que "sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político". É uma avaliação da unidade de inteligência da PF, transcrita por Moraes na defesa. Mendonça responde que ACM Neto também teve os sigilos quebrados por decisão dele. Mas, pelo próprio texto dele, as quebras de Lulinha viraram "fato público e notório", e as de ACM Neto ficaram em sigilo (resposta de Mendonça, 21/09/2026)

As mentiras antigas sobre Lulinha

Muito antes dos inquéritos de 2026, Lulinha já era alvo de boatos: o "casarão", a fazenda e os aviões das correntes de internet.

Ver também

  • Lawfare: os vazamentos na hora certa, da Lava Jato ao caso Lulinha
  • Escândalo do INSS: a fraude dos descontos em aposentadorias, da qual nasceu a investigação sobre o Careca do INSS