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Hondurasgate

Série de áudios vazados que expõem uma suposta articulação entre políticos de direita das Américas, com participação de Estados Unidos e Israel, para desestabilizar governos progressistas da América Latina e devolver o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández ao poder (El País). O caso veio a público em abril de 2026, publicado pelo portal hondurasgate.ch e pelo Diario Red, veículo espanhol fundado por Pablo Iglesias.

Os áudios teriam sido gravados entre janeiro e abril de 2026 em aplicativos como WhatsApp, Signal e Telegram. Entre os interlocutores estariam Hernández, o atual presidente hondurenho Nasry Asfura e outras figuras do conservador Partido Nacional de Honduras.

Antecedentes

O que os áudios alegam

Plano em Honduras

Segundo o American Prospect e o El País, os áudios descrevem um plano para:

Injerência fora de Honduras

Relação com o Brasil

Os áudios não citam o Brasil como alvo — os dossiês planejados miravam México e Colômbia. Mas a rede exposta no caso tem três pontes documentadas com o país:

Reações

  • O presidente colombiano Gustavo Petro escreveu no X: "Assim se movem as redes da extrema direita comunicacional. O dinheiro sai da cocaína e de Israel".
  • A presidente mexicana Claudia Sheinbaum atribuiu a trama a um intento da "direita internacional" de difundir falsidades, mas disse que isso não a afetaria.

Autenticidade em disputa

  • O portal hondurasgate.ch afirma ter submetido os 37 áudios ao software Phonexia Voice Inspector, da empresa tcheca Phonexia, que teria indicado vozes humanas, não geradas por IA — a metodologia está na página de checagem do portal.
  • O grupo de pesquisa Earshot analisou três das gravações e as considerou autênticas "com grau moderado de confiança", provavelmente não artificiais.
  • A DW ressalva que, até o momento, nenhuma instituição internacional ou perícia independente confirmou a autenticidade dos áudios. Muitas perguntas permanecem abertas.

Cobertura no Brasil

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