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Ciro Gomes

Resumo

Ciro Ferreira Gomes nasceu em 15/11/1957 em Pindamonhangaba (SP) e foi criado em Sobral (CE), numa família que governa a cidade desde a República: o bisavô, o avô e o pai foram prefeitos. Estreou em 1982 como candidato do PDS, o partido da ditadura militar, a deputado estadual. Governou o Ceará, foi ministro da Fazenda de Itamar Franco e ministro da Integração Nacional de Lula, e disputou a Presidência em 1998, 2002, 2018 e 2022. Em 2018, terceiro colocado, declarou "apoio crítico" a Haddad e viajou para o exterior no começo do segundo turno, e semanas depois da eleição disse a investidores que Bolsonaro "não é um risco para a democracia". Em outubro de 2025, voltou ao PSDB e, em 2026, perdeu o governo do Ceará para Elmano de Freitas, do PT, no primeiro turno, com 46,22% dos votos válidos.

Em 2002, foi buscar o apoio do PFL de Jorge Bornhausen e ACM. Já elogiou a "retidão e decência" de Temer e pediu voto para José Agripino, do DEM. Rasgou cartazes de manifestantes, foi acusado por servidores da Uece de agredir um professor e insultou jornalistas do 247 e do DCM. Em 2018, a campanha dele acusou Haddad de mentir sobre Eunício Oliveira, e em 2020 o PDT repetiu a acusação sobre o impeachment de Bolsonaro, que Haddad tinha tirado da fala do irmão de Ciro, Cid Gomes.

Quem é Ciro

Mais sobre Ciro

A viagem de 2018

Em 2018, terceiro colocado no primeiro turno, Ciro declarou "apoio crítico" a Haddad e, no dia 11/10, embarcou para o exterior com a família, com Bolsonaro na frente. Não declarou voto em Bolsonaro, como espalhou um site bolsonarista, mas só voltou ao Brasil na reta final do segundo turno. Semanas depois da eleição, disse a investidores que Bolsonaro "não é um risco para a democracia".

As alianças com a direita

O PDS, o SNI e Olavo

Agressões e destempero

As acusações contra Haddad

Eunício no Ceará, 2018

No debate da Record de 2018, Ciro acusou Haddad de se acertar com Eunício Oliveira (MDB) no Ceará. Haddad respondeu que falava dos governadores e que visitou Eunício como presidente do Congresso, sem apoiar a candidatura dele ao Senado. O PDT de Ciro apoiava Camilo Santana, do PT, para governador, e Eunício perdeu a vaga no Senado.

O PDT e o impeachment de Bolsonaro, 2020

Em 2020, Haddad disse que o PDT era contra o impeachment de Bolsonaro, e Carlos Lupi, presidente do partido, respondeu que "mentir é feio". Haddad tinha se baseado na fala do senador Cid Gomes, irmão de Ciro e do PDT: "Bolsonaro é despreparado, mas sou contra impeachment".

Renan, o "chefe dos golpistas" de Ciro

Ciro acusa o PT de se aliar a Renan Calheiros, que para ele foi o "chefe dos golpistas" do impeachment de Dilma. O próprio partido de Ciro se aliou a Renan em Alagoas, em 2018, com o aval dele, e a gravação de Romero Jucá mostra que "só o Renan" estava contra pôr Temer no lugar de Dilma.

  • Março de 2016 — "só o Renan" estava contra: na conversa com Sérgio Machado, gravada semanas antes da votação do impeachment na Câmara e revelada em 23/05/2016, Jucá disse: "Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'" (ver a transcrição). Em junho de 2016, a Procuradoria-Geral da República pediu a prisão de Renan, de Jucá e de José Sarney, e Teori Zavascki negou.
  • 09/11/2017 — "o chefe dos golpistas": em Belo Horizonte, Ciro criticou a aliança do PT com o MDB de Renan: "Como é que a gente diz para o povo que houve um golpe e pratica a contradição de confraternizar com o chefe dos golpistas". E completou: "Quem presidiu o Senado durante o golpe foi o Renan Calheiros" (Estado de Minas, 09/11/2017).
  • 04/07/2018 — o aval à aliança com Renan: segundo o Diário do Poder, Ciro avalizou a aliança do PDT de Alagoas com Renan numa reunião dos dirigentes nacionais do partido com o ex-governador Ronaldo Lessa. "Recebi 'carta branca' para a decisão ser do partido em Alagoas", disse Lessa (Diário do Poder, 25/09/2018).
  • 23/09/2018 — "essa peste golpista": num discurso no Recife, Ciro admitiu a aliança e disse que não foi a Alagoas para não ser fotografado com Renan: "O meu partido aliou-se ao Renan Calheiros, lá. [...] Só para ninguém ver uma foto minha com essa peste golpista, eu não fui lá". No dia seguinte, no Rio, repetiu: "Denunciar o golpe abraçado com Renan Calheiros não dá" (Diário do Poder, 25/09/2018).

Mais sobre Renan e o golpe

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