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Cristiano Zanin

Resumo

Ministro do STF desde agosto de 2023, indicado por Lula, de quem foi o advogado de defesa na Lava Jato. A tese central da defesa, a de que Sergio Moro não podia julgar Lula, venceu no STF: em março de 2021, Edson Fachin anulou as condenações por incompetência da vara de Curitiba, e a Segunda Turma declarou Moro parcial no caso do tríplex. Em 2022, o Comitê de Direitos Humanos da ONU concluiu que Moro violou o direito de Lula a um julgamento imparcial e que o impedimento da candidatura em 2018 foi arbitrário. Foi Zanin quem pediu a soltura de Lula em 2019, depois de 580 dias de prisão.

No STF, presidiu a Primeira Turma durante o julgamento em que Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Teve o visto americano revogado pelo governo Trump em 2025. No caso Banco Master, cobrou da PF a cópia dos dados do celular de Daniel Vorcaro, que o relator, André Mendonça, não tinha entregado aos demais ministros.

Quem é

  • Nasceu em Piracicaba (SP) em 15/11/1975. Formou-se em Direito pela PUC-SP em 1999 (Wikipedia).
  • Advoga desde 2000 e se especializou em litígios empresariais e recuperações judiciais, como as da Varig e da Transbrasil. É casado com a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins, com quem dividiu a defesa de Lula (Wikipedia).
  • Em 2017, fundou o Instituto Lawfare, e em 2019 publicou, com outros autores, o livro "Lawfare: uma introdução", sobre o uso do direito como arma contra adversários políticos (Wikipedia).

A defesa de Lula

  • 2013: passou a assessorar a família de Lula e depois liderou a defesa do ex-presidente na Lava Jato, com a estratégia central de questionar a imparcialidade de Moro (Wikipedia).
  • 08/11/2019 — a soltura: um dia depois de o STF derrubar a prisão depois da segunda instância, Zanin e Valeska pediram a soltura de Lula. A Justiça Federal em Curitiba a concedeu no mesmo dia, depois de 580 dias de prisão (Conjur, 08/11/2019).
  • 08/03/2021 — as condenações anuladas: no habeas corpus 193.726, apresentado pela defesa de Lula em novembro de 2020, Fachin declarou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, de Moro, não tinha competência para julgar Lula. Anulou as condenações do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia e as decisões nas duas ações sobre o Instituto Lula, e mandou os casos para a Justiça Federal em Brasília. Lula recuperou os direitos políticos (Conjur, 08/03/2021).
  • 23/03/2021 — Moro parcial: a Segunda Turma do STF aceitou outro habeas corpus da defesa e declarou, por 3 a 2, que Moro foi parcial ao condenar Lula no caso do tríplex. Votaram pela parcialidade Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Fachin e Nunes Marques votaram contra (Agência Brasil, 23/03/2021).
  • 28/04/2022 — a ONU: o Comitê de Direitos Humanos da ONU concluiu que a conduta de Moro violou o direito de Lula a um tribunal imparcial, citando a divulgação de grampos de Lula, da família e dos advogados antes da denúncia. Também concluiu que o impedimento da candidatura de Lula em 2018 foi arbitrário e violou os direitos políticos dele (ACNUDH, 04/2022).

Chegada ao STF

  • Lula o indicou em 01/06/2023 para a vaga de Ricardo Lewandowski. Em 21/06/2023, a CCJ do Senado o aprovou por 21 a 5, e o plenário por 58 a 18. Tomou posse em 03/08/2023 (Wikipedia).

A trama golpista

Caso Banco Master

  • 13/09/2026: Zanin deu prazo até as 23h para a PF entregar a cópia dos dados do iPhone de Vorcaro, que traz uma lista de pagamentos não identificados a entidades, políticos e empresários. Argumentou que as provas pertencem ao "Plenário do STF e seus membros", e não só ao relator, e que o gabinete dele não tinha recebido o material, embora Mendonça já tivesse cópia (Revista Fórum, 13/09/2026).
  • 14/09/2026: a PF liberou a cópia dos dados a Zanin, Gilmar Mendes e Moraes (CNN Brasil, 14/09/2026). A linha do tempo da crise está na página Crise no STF (2026).

Ver também